Assim como no inverno algumas plantas não dão flores nem frutos, assim eu diminui o ritmo do que escrevo e publico, pois também tenho meus processos que estão bem profundos.
A energia que sinto ser bem importante neste período é a do acolhimento.
Quando saímos do julgamento e crítica e entramos para o acolhimento de nós mesmos, dos nossos processos, aprendizados, vivências, fica bem mais leve de seguir.
Usualmente ‘brigamos’ conosco, nos mal tratamos, exigimos muito ou nos condenamos por qualquer deslize ou engano.
Quando deveríamos mudar a conversa interna para uma de abertura e aceitação para expressarmos o que realmente sentimos.
Quando nos sentimos seguros para expressar nossos sentimentos verdadeiros, mesmo que para nós mesmos, assumindo dor, medo, insegurança, ou seja o que for e a partir disso nos acolhemos e permitimos essas emoções e sensações fluírem, este ato por si só já cria uma oportunidade para tudo ser ressignificado.
Quando negamos ou abafamos o que sentimos ficamos perdidos, sem ‘chão’, pois achamos que estamos ‘errados’. E se não podemos confiar nas nossas percepções e no nosso coração vamos confiar em que ou quem? Em algo ou alguém de fora?
Quanto mais olhamos para fora mais nos distanciamos de nós e mais confusos nos sentimos.
Que possamos fazer o caminho de volta ao nosso coração, ao que sentimos e pensamos e ao ficarmos à vontade para perceber o que é real para nós achamos o norte. Tendo esta clareza saberemos como lidar. Pode ser o caso de liberar, perdoar, aceitar, mudar ou outra opção.
Tudo fica bem mais simples a partir de um espaço de amor, entendimento e respeito.
E dentro deste espaço amoroso as nossas reais potencialidades têm segurança e apoio para se manifestarem.
Que possamos entrar no acolhimento de nós mesmos aqui e agora.
Por: Liliana Bauermann




