Todos temos questões a equilibrar. Todos temos o que chamamos de
ego, sombra, aspectos em desequilíbrios, inconsciência, ou o nome que quisermos
dar.
Todos viemos com diversos desafios, e os maiores começam e podem
continuar por anos dentro da nossa própria família. Dali veio muito do que
somos hoje, não só em termos genéticos, mas simplesmente copiando padrões que
vimos através dos familiares.
Depois vamos para a escola e mais inúmeros conceitos e regras
são trazidos. Então vamos conhecendo pessoas, lendo, nos enchendo de
informações, formando nosso Ser. E soma-se a tudo isso os eventos que vão
ocorrendo.
E isto tudo é o que somos hoje. E em cada fase cada um deu o que
tinha, fez o que pode ou soube e assim foi conosco.
Contudo, durante todo este tempo, podemos ter sido destratados,
humilhados, rejeitados, podemos ter sentido raiva, ódio, medo, rancor, desejo
de vingança. Podemos ter visto, dito ou ouvido coisas que preferíamos esquecer.
E isto tudo cria nossas sombras, as partes de nós que criaram
expectativas, frustrações, medos, que criam comportamentos ou máscaras para
lidar com todo tipo de situações.
Normalmente fugimos disso, queremos esquecer, colocar debaixo do
tapete, dentro de uma caixa, qualquer coisa que faça tudo isso desaparecer.
Porém, agora nem que não queiramos mexer, as coisas estão
simplesmente saindo do tapete, da caixa, do lugar onde estiveram, pois a faxina
é geral.
Estamos tendo a oportunidade de ver, sentir ou perceber tudo
isso. As energias sendo trazidas ao planeta estão impulsionando todo esse
processo para que possamos harmonizar isso.
Como sempre, sugiro a busca de apoio para este processo, que vai
levar o tempo que tiver que levar, tem suas fases e pode ser bem perturbador,
mas extremamente libertador.
Que possamos escolher passar por isso com fluidez,
flexibilidade, sendo humildes, nos permitindo aprender o que temos que
aprender, ver o que não estávamos vendo.
Que possamos ser mais compreensivos conosco e com os demais,
perdoar, deixar ir. Que possamos parar de nos julgar, comparar ou competir com
quem quer que seja.
Cada um de nós é único e todos temos virtudes e limitações. Então
que possamos aprender a entrar na cooperação, no acolhimento, na aceitação,
respeito e amor, por nós e por todos os demais.
As energias continuam intensas e os processos profundos. Ao mesmo
tempo em que podem tirar o pior podem mostrar o melhor de nós.
Que tenhamos confiança na Vida, paz em todos os momentos e que
possamos reaprender a amar e nos permitir ser amados.
Com amor,
Liliana Bauermann
São Paulo, 23 de fevereiro de 2018.
Imagem: Pixabay

