Quantos que dizem que querem conversar com você simplesmente
descambam a falar sem parar e após despejarem tudo sobre você calmamente saem
de cena. Não quiseram saber do seu ponto de vista nem de você mesmo. E na
imensa maioria das vezes não se percebem, não percebem que fizeram isto e,
claro, você também não foi percebido, apenas usado.
São muitos os que vivem de monólogos. E cabe a cada um de nós
ter percepção tanto para não sermos os ouvintes não respeitados quanto a pessoa
que tem este tipo de atitude.
E o mesmo vale para o contato com o que se pode chamar de Anjo,
Mentor, Deus. Quantos têm exatamente o mesmo tipo de comportamento:
simplesmente falam (oram ou rezam) e o contato acaba logo que param de falar.
Não que não se deva orar, claro que sim. Mas em que momento há o silêncio para
ouvir, para saber qual o conselho para aquilo que foi pedido ou compartilhado
ou para sentir aquela presença sagrada a qual você se dedica?
Em geral a maioria nem pensa nesta parte menos ainda a pratica.
E isto se chama meditar. É o momento de silenciar, de calar, de reverenciar,
escutar e sentir o sagrado em nós e no mundo.
Como canal, em alguns atendimentos, me conecto com os Anjos das
pessoas e repasso suas mensagens. Algumas vezes os clientes perguntam: eu
também posso entrar em contato com meu anjo? – Claro, naturalmente. E eu sempre
oriento a pessoa a meditar e se conectar. Pois somente através do silêncio
(físico, mental, emocional e espiritual) temos condições de ouvir, de receber, de
perceber.
No começo podem vir cores, aromas, uma percepção, mas com o
tempo o canal se abre e todos podem ter uma intuição e se conectar de alguma
forma. Todos temos esta capacidade. Porém apenas alguns dedicam um pouco do seu
tempo para desenvolvê-la.
A vida não é nem deveria ser feita de monólogos e falta de
percepção. A riqueza de tudo está na troca, no compartilhar, no dividir, no
ensinar, no aprender, no contato, nos sagrados pontos de vista, nas experiências
e vivências únicas que cada um tem.
Vamos deixar os monólogos de lado e dialogar, conversar, trocar
idéias, conhecimentos. Sem disputas de quem sabe mais ou é melhor. Nada disso,
simplesmente vamos conversar, rir, contar histórias, se abrir e deixar a alma
se mostrar. Vamos deixar também o divino e sagrado se mostrar e manifestar.
Você, eu, nós, o mundo fica melhor, mais alegre, mais divertido,
mais conectado, mais unido, mais parceiro, mais amigo, mais camarada, mais
harmonizado, mais equilibrado, mais vivo!
Namastê
Liliana
Bauermann
SP,
out 31 2013




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