Durante conversas com várias pessoas recentemente e lembrando
outras de uns tempos atrás, observei um sentimento comum em muitas delas:
vergonha.
Vergonha por não ser melhor sucedido, por estar com algum tipo
de problema, independente da área, que pode ser saúde, profissional, afetiva,
psicológica, ou qualquer outra.
O que é ditado pela sociedade – atualmente bem desequilibrada –
mas ainda é seguido por muitos, é todos tem que parecer felizes, ter tudo de
mais moderno dentro de casa, estar vestido de acordo com as tendências, ter um
emprego que traga excelentes resultados financeiros, além de viagens, fama, ter
uma família de propaganda de margarina, ou seja, uma ilusão de uma vida
perfeita, e faltou mencionar que toda essa perfeição deve ser mostrada através de
fotos nas redes sociais, para “todo mundo” ver como a pessoa está bem.
Naturalmente isto tudo é uma utopia e cria apenas mais desequilíbrio
e a energia de vergonha em muitos. Vergonha por não conseguir acompanhar nem
ser tudo que é dito e tido como regra hoje.
Eu realmente espero que este despertar de consciência, esses
movimentos e manifestações sirvam primeiramente para todos e cada um de nós literalmente
perder esse tipo “vergonha” e nos levar a humilde e amorosamente olhar para
dentro de nós e nos acharmos novamente, nos reconhecermos. Que esses movimentos
nos levem a redescoberta das alegrias nas coisas simples da vida e na aceitação
de tudo que já temos e tudo que já somos, sem querer imitar a vida ou aparência
de ninguém, cada um sendo quem é de verdade, se aceitando, se respeitando, se
autoconhecendo e assim perdendo a “vergonha” e voltando a ter dignidade e se
sentir honrado e feliz por ser quem é. Sabendo que já é perfeito no seu modo
atual e começando esse processo de autoaceitação e amor próprio, cada dia vai
indo mais e mais de encontro à sua essência o que resulta num indivíduo mais
feliz, pleno, realizado.
Juntamente com a reforma externa há que haver a reforma interna,
sem vergonha, sem medo, sem autojulgamento sem autocondenação, mas sim
acolhimento, aceitação, perdão, paciência, respeito e um imenso amor por si
mesmo. Pois já dizia um grande Mestre: Ama a teu próximo como a ti mesmo.
Começa com a gente mesmo se amando e aceitando e a partir daí todos seremos realmente
capazes de amar nosso próximo, e esse amor será demonstrado através de um
profundo respeito e aceitação pelo outro, e assim teremos condições de mudar o
mundo e acabar com toda a discórdia e desequilíbrios que parecem “normais”, mas
não são, eles são apenas o reflexo de uma sociedade doente, todos nós estamos
doentes, separados de nós mesmos, da nossa essência real e verdadeira de seres
divinos, sagrados e amorosos.
Que todos possamos fazer essa caminhada de volta a nós mesmos,
de volta ao coração, de volta ao amor, respeito, dignidade e assim sermos
alegres e felizes o dia todo todos os dias.
Infinitas bênçãos de Luz e Amor a todos.
Namastê _/\_
Liliana Bauermann


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