quarta-feira, 21 de maio de 2014

SER ÚNICO

Observe ao seu redor, quantos tipos diferentes de árvores existem? E de pássaros? E de animais? Quantos tipos diferentes de flores? E cores? E perfumes? E já observou o céu por vários dias seguidos, algum dia ele era igual? E as nuvens, então? Seguem algum padrão? Quantos modelos e tipos de roupa? E estilos musicais? E instrumentos e ferramentas?

Tanto na natureza quanto nas criações humanas, o que mais se observa é a variedade, a multiplicidade de cores, formas, estilos, aromas, sons.

A natureza não segue um estilo, ela simplesmente se recria e se renova, mesmo após alguma destruição e nunca uma folha ou uma pétala de uma flor será exatamente igual à anterior que havia na planta, assim como também as águas dos rios nunca são exatamente as mesmas.

E desta forma você não é exatamente igual a ninguém mais. E nem deveria querer ser. Cada um e todos nós somos seres únicos, especiais, inigualáveis, com dons, talentos, singularidades específicas. Como numa grande orquestra, há vários instrumentos diferentes e juntos em harmonia produzem concertos inesquecíveis, assim somos nós.

Cada tom e talento além de únicos e específicos são extremamente importantes e necessários para a harmonia do todo.
Tem dias que me pergunto quantas coisas legais estão deixando de serem criadas e feitas por alguns de nós que resolvemos ser “iguais”, seguir os padrões e com isso nos desviamos do nosso propósito. Propósito este que além de nos trazer uma realização além de qualquer expectativa ainda contribui com o mundo e todos os seres nele.

Possamos nós ter a coragem de sermos quem somos, assumirmos e honrarmos nossa unicidade, singularidade e totalidade e com isso nos realizarmos plenamente e colaborar para este mundo ficar melhor a cada dia. 

Pois na medida em que nos alinhamos conosco e nosso propósito tanto nós melhoramos quanto melhoramos a vida de todos ao nosso redor pelo simples fato de que alegria é sempre contagiante.

E a alegria da realização de algo que é só nosso, não tem como medir nem explicar. Apenas sentir ao viver. Ouse ser você mesmo na sua plenitude, o ser autêntico e original que foi feito especialmente para estar aqui e agora.

E, aliás, se você não for você mesmo, quem o será?

Com amor,
Liliana Bauermann

São Paulo, 21 de maio de 2014.


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