Observe ao seu redor,
quantos tipos diferentes de árvores existem? E de pássaros? E de animais? Quantos
tipos diferentes de flores? E cores? E perfumes? E já observou o céu por vários
dias seguidos, algum dia ele era igual? E as nuvens, então? Seguem algum padrão?
Quantos modelos e tipos de roupa? E estilos musicais? E instrumentos e
ferramentas?
Tanto na natureza
quanto nas criações humanas, o que mais se observa é a variedade, a
multiplicidade de cores, formas, estilos, aromas, sons.
A natureza não segue
um estilo, ela simplesmente se recria e se renova, mesmo após alguma destruição
e nunca uma folha ou uma pétala de uma flor será exatamente igual à anterior
que havia na planta, assim como também as águas dos rios nunca são exatamente as
mesmas.
E desta forma você não
é exatamente igual a ninguém mais. E nem deveria querer ser. Cada um e todos
nós somos seres únicos, especiais, inigualáveis, com dons, talentos,
singularidades específicas. Como numa grande orquestra, há vários instrumentos
diferentes e juntos em harmonia produzem concertos inesquecíveis, assim somos
nós.
Cada tom e talento
além de únicos e específicos são extremamente importantes e necessários para a
harmonia do todo.
Tem dias que me
pergunto quantas coisas legais estão deixando de serem criadas e feitas por
alguns de nós que resolvemos ser “iguais”, seguir os padrões e com isso nos
desviamos do nosso propósito. Propósito este que além de nos trazer uma
realização além de qualquer expectativa ainda contribui com o mundo e todos os
seres nele.
Possamos nós ter a
coragem de sermos quem somos, assumirmos e honrarmos nossa unicidade,
singularidade e totalidade e com isso nos realizarmos plenamente e colaborar
para este mundo ficar melhor a cada dia.
Pois na medida em que nos alinhamos
conosco e nosso propósito tanto nós melhoramos quanto melhoramos a vida de
todos ao nosso redor pelo simples fato de que alegria é sempre contagiante.
E a alegria da realização
de algo que é só nosso, não tem como medir nem explicar. Apenas sentir ao
viver. Ouse ser você mesmo na sua plenitude, o ser autêntico e original que foi
feito especialmente para estar aqui e agora.
E, aliás, se você não
for você mesmo, quem o será?
Com amor,
Liliana
Bauermann
São Paulo, 21 de maio de 2014.


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