domingo, 17 de agosto de 2014

MORTE E RENASCIMENTO

Se pararmos para reparar, todos os dias algo morre para outra coisa renascer e isso em vários níveis e de diversas formas.
Uma criança vira adolescente, que vira um jovem adulto, que vira um adulto maduro, e assim por diante.
Uma semente é enterrada, morre, para depois renascer como um broto que vira uma plantinha, uma árvore, que dá flores e frutos. Os frutos caem ou são colhidos e no outono a árvore perde suas folhas que depois renascem na primavera e assim sucessivamente por muitos anos.
E da mesma forma nós temos ciclos, fases, experiências, períodos ou estações de mortes e renascimentos.
Todos os dias algo dentro de nós morre e algo novo renasce. Pode ser fios de cabelo, unha, a pele que escama, e noutro sentido podem ser ilusões, algumas ideias ou ideais, crenças, visões, percepções.
Todos os dias o sol nasce e morre, a noite vem e vai.
Tudo segue um fluxo e este fluxo deveria ser livre.
E esta liberdade deveria haver em todos nós para permitirmos àquilo que chegou ao fim se vá, que “morra”. E pode ser o trabalho ou a profissão, um relacionamento, uma amizade, uma moradia, uma fase, um ciclo, um período.
Mas em geral ficamos apegados ou não queremos viver essas mortes. Toda vez que algo se vai fica um vazio, às vezes ficam perguntas, sentimentos confusos, frustração, OU pode vir um alívio, uma libertação, novas descobertas e muito espaço para o novo poder se manifestar. Pois se o velho não morre o novo não pode nascer.
Ter consciência e percepção dessas mortes e dessas fases nos auxilia muito a vivê-las com clareza, com discernimento, desapego e até gratidão.
Gratidão por tudo que aprendemos, pelas trocas que aconteceram, por cada experiência, pelas alegrias, pelos desafios, pelo crescimento.
Nada nem ninguém que surge em nossas vidas é acaso ou coincidência. Tudo tem seu propósito.
Que possamos ter discernimento e clareza para percebermos o valor de cada fase, de cada acontecimento e de cada pessoa que cruza nosso caminho.
Que possamos estar com os corações e mentes abertos tanto para os “finais” e “mortes” quanto para o novo e os recomeços. E às vezes o novo e o recomeço podem acontecer no mesmo lugar, com as mesmas pessoas, mas a partir de perspectivas renovadas, com novas bases.
Que possamos sentir, perceber e ter discernimento das mortes e renascimentos que acontecem todos os dias na nossa vida e permitir que tudo flua com amor e gratidão.
Com carinho,
Liliana Bauermann
São Paulo, 17 de agosto de 2014.


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