Se pararmos para
reparar, todos os dias algo morre para outra coisa renascer e isso em vários
níveis e de diversas formas.
Uma criança vira
adolescente, que vira um jovem adulto, que vira um adulto maduro, e assim por
diante.
Uma semente é enterrada,
morre, para depois renascer como um broto que vira uma plantinha, uma árvore,
que dá flores e frutos. Os frutos caem ou são colhidos e no outono a árvore
perde suas folhas que depois renascem na primavera e assim sucessivamente por
muitos anos.
E da mesma forma nós temos
ciclos, fases, experiências, períodos ou estações de mortes e renascimentos.
Todos os dias algo
dentro de nós morre e algo novo renasce. Pode ser fios de cabelo, unha, a pele
que escama, e noutro sentido podem ser ilusões, algumas ideias ou ideais,
crenças, visões, percepções.
Todos os dias o sol
nasce e morre, a noite vem e vai.
Tudo segue um fluxo e
este fluxo deveria ser livre.
E esta liberdade deveria
haver em todos nós para permitirmos àquilo que chegou ao fim se vá, que “morra”.
E pode ser o trabalho ou a profissão, um relacionamento, uma amizade, uma
moradia, uma fase, um ciclo, um período.
Mas em geral ficamos
apegados ou não queremos viver essas mortes. Toda vez que algo se vai fica um
vazio, às vezes ficam perguntas, sentimentos confusos, frustração, OU pode vir
um alívio, uma libertação, novas descobertas e muito espaço para o novo poder
se manifestar. Pois se o velho não morre o novo não pode nascer.
Ter consciência e percepção
dessas mortes e dessas fases nos auxilia muito a vivê-las com clareza, com
discernimento, desapego e até gratidão.
Gratidão por tudo que
aprendemos, pelas trocas que aconteceram, por cada experiência, pelas alegrias,
pelos desafios, pelo crescimento.
Nada nem ninguém que
surge em nossas vidas é acaso ou coincidência. Tudo tem seu propósito.
Que possamos ter
discernimento e clareza para percebermos o valor de cada fase, de cada
acontecimento e de cada pessoa que cruza nosso caminho.
Que possamos estar com
os corações e mentes abertos tanto para os “finais” e “mortes” quanto para o
novo e os recomeços. E às vezes o novo e o recomeço podem acontecer no mesmo
lugar, com as mesmas pessoas, mas a partir de perspectivas renovadas, com novas
bases.
Que possamos sentir,
perceber e ter discernimento das mortes e renascimentos que acontecem todos os
dias na nossa vida e permitir que tudo flua com amor e gratidão.
Com carinho,
Liliana Bauermann
São Paulo, 17 de
agosto de 2014.

Nenhum comentário :
Postar um comentário