Quando começamos a nos
perceber e ao todo onde estamos inseridos, podemos observar o quanto vivemos ou
no passado ou no futuro. Quando olhamos para trás geralmente é para reclamar e nos lamuriar do quanto sofremos ou então com saudades de bons tempos que se
foram. E quando olhamos para frente criamos histórias, expectativas ou ilusões
que podem nem acontecer.
Mas quantos de nós
sabem realmente viver no aqui e agora e estar totalmente presente em cada ato e
em cada momento?
Confesso que isso é um
aprendizado diário, pelo menos para mim.
Quando estivermos
comendo que possamos estar totalmente presentes, dando graças, abençoando
novamente nosso alimento, quando estivermos lendo, que possamos estar
concentrados, dando atenção às palavras e a mensagem, quando estivermos
trabalhando, que possamos dar nossa atenção e fazer com carinho, amor e
dedicação.
E assim, em cada ato que
praticarmos, que possamos estar completos e inteiros e não preocupados com
outra coisa, ou olhando o relógio de dois em dois minutos entediados com aquela
atividade, com pressa de iniciar outra ou então querendo fugir de algo.
Onde está o prazer, alegria
e satisfação no que fazemos? Não está... inexiste, pois não existe nem a
percepção de que estamos realmente fazendo algo. Estamos separados. Separado do
todo e de nós mesmos. Desconectados da nossa essência e daquilo que nos traz
satisfação. Estamos tão preocupados com tantas coisas ao mesmo tempo, que
muitas vezes esquecemos o básico: estarmos totalmente presentes e conscientes
no aqui e agora.
Que possamos todos nos
perceber e nos permitir sentir o que nos agrada e o que não, sentir nosso
momento e nosso tempo. Que possamos sentir nosso tempo interno e aprender a
viver nem indo ligeiro demais e passar correndo pela vida e nem ficando parados
à beira do caminho deixando a vida passar.
E da mesma forma que
possamos sentir que tem tempo para tudo e nos permitir viver cada coisa a seu
tempo e com tempo. E permitir àquilo cujo tempo terminou que se vá da nossa
vida.
Que possamos viver
conscientes, em plenitude, em completude e inteireza do Ser no aqui e agora
todos os dias.
Com carinho,
Liliana Bauermann
São Paulo, 01 de
setembro de 2014.


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