segunda-feira, 1 de setembro de 2014

TEMPO PRESENTE

Quando começamos a nos perceber e ao todo onde estamos inseridos, podemos observar o quanto vivemos ou no passado ou no futuro. Quando olhamos para trás geralmente é para reclamar e nos lamuriar do quanto sofremos ou então com saudades de bons tempos que se foram. E quando olhamos para frente criamos histórias, expectativas ou ilusões que podem nem acontecer.
Mas quantos de nós sabem realmente viver no aqui e agora e estar totalmente presente em cada ato e em cada momento?
Confesso que isso é um aprendizado diário, pelo menos para mim.
Quando estivermos comendo que possamos estar totalmente presentes, dando graças, abençoando novamente nosso alimento, quando estivermos lendo, que possamos estar concentrados, dando atenção às palavras e a mensagem, quando estivermos trabalhando, que possamos dar nossa atenção e fazer com carinho, amor e dedicação.
E assim, em cada ato que praticarmos, que possamos estar completos e inteiros e não preocupados com outra coisa, ou olhando o relógio de dois em dois minutos entediados com aquela atividade, com pressa de iniciar outra ou então querendo fugir de algo.
Onde está o prazer, alegria e satisfação no que fazemos? Não está... inexiste, pois não existe nem a percepção de que estamos realmente fazendo algo. Estamos separados. Separado do todo e de nós mesmos. Desconectados da nossa essência e daquilo que nos traz satisfação. Estamos tão preocupados com tantas coisas ao mesmo tempo, que muitas vezes esquecemos o básico: estarmos totalmente presentes e conscientes no aqui e agora.
Que possamos todos nos perceber e nos permitir sentir o que nos agrada e o que não, sentir nosso momento e nosso tempo. Que possamos sentir nosso tempo interno e aprender a viver nem indo ligeiro demais e passar correndo pela vida e nem ficando parados à beira do caminho deixando a vida passar.
E da mesma forma que possamos sentir que tem tempo para tudo e nos permitir viver cada coisa a seu tempo e com tempo. E permitir àquilo cujo tempo terminou que se vá da nossa vida.
Que possamos viver conscientes, em plenitude, em completude e inteireza do Ser no aqui e agora todos os dias.
Com carinho,
Liliana Bauermann
São Paulo, 01 de setembro de 2014.



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