Hoje compartilho mais percepções de clientes que fazem o
tratamento ThetaHealing, mas de forma mais aberta.
Muitas vezes percebemos comportamentos e modos de ser
repetitivos, mas que o cliente geralmente não percebe em si mesmo, principalmente
no início do tratamento.
E isto é muito natural em todos nós, infelizmente não nos
percebemos claramente, e às vezes nem a situação. Em geral estamos tão envolvidos
emocionalmente que acabamos vendo tudo somente do nosso ponto de vista, sem nos
perceber na cena de modo neutro, mas sim de maneira tendenciosa e normalmente
como vítimas e não compreendidos.
De um modo geral, pode-se dizer que quando estamos assim,
estamos inconscientes ou ‘adormecidos’. E quando começamos a perceber a nós
mesmos e às situações como observadores e sem envolvimentos emocionais ou tendenciosos
estamos acordando e abrindo nossa consciência.
Um grande passo que damos é quando começamos a nos perceber e
perceber o todo. Percebemos nossos comportamentos diante das situações, e com
essa percepção é possível mudar a reação diante delas.
Nas nossas reações podemos ser submissos e apáticos, aceitando
tudo incondicionalmente ou totalmente reativos e explosivos, negando qualquer abertura
ou negociação. Em ambos os casos normalmente esses comportamentos não resolvem
a situação. Mas as mantém e ainda nos colocam numa posição de impotência,
infelicidade, desequilíbrio e conflito interno, pois nenhuma das alternativas
nos permite ter paz com nós mesmos.
Mas com o tratamento que traz essa percepção é possível ter uma
atitude diferente, mais coerente com nossa real vontade. Às vezes até pode ser
a aceitação ou negação da situação, mas sem apatia nem raiva, e sim com
consciência, equilíbrio discernimento e bom senso do que é possível fazer no
momento. E principalmente através da nossa expressão verbal calma e clara. Às vezes
é necessária uma grande mudança, mas até que esta seja feita, agir com
equilíbrio, bom senso e integridade para com nós mesmos trará clareza e
tranquilidade para planejar os próximos passos.
Essa percepção é um grande passo, uma libertação até. Tenho
clientes vivendo este momento com alegria, surpresa e admiração do quanto não
se viam antes e agiam como que se estivessem num ‘piloto automático’. E é com
autorização delas que compartilho esse assunto.
A nossa autopercepção é um grande divisor de águas, é um
reencontro de nós com nós mesmos, uma parte que parecia esquecida em uma gaveta
qualquer, mas no momento em que nos deparamos com essa parte imediatamente a
reconhecemos. Sabemos intimamente que aquilo faz parte de nós e havíamos
perdido o contato em algum momento. E a gente só sabe quando reencontra.
E a partir deste momento começa uma nova etapa, que é a de
readaptação com essa parte nossa, de reavaliação de tudo que tínhamos como
verdade e certo. Aquela é a nossa verdade interna ou é a verdade de outros que
tomamos como nossa?
Muitas vezes podemos observar que muito daquilo em que
acreditamos e do modo como vivíamos não era nosso de verdade, mas sim aceito
desde a infância e adolescência quando muitas informações e exemplos vêm a nós
e simplesmente pegamos sem discernimento, pois naquela época não tínhamos como
separar essas ‘verdades’ ou crenças, nem comportamentos coletivos com o qual
não ressonamos.
É a isto que muitos textos e Mestres se referem quanto a ‘acordar’,
cujo primeiro passo é exatamente este: a autopercepção e o reencontro de nós
com nós mesmos, nossa alma, nossa essência, o termo pouco importa.
Que todos possamos nos reencontrar, nos perceber e permitir a
nossa consciência se expandir. E com essa autopercepção, percebermos os outros,
o todo que nos cerca e então desta forma poderemos agir e viver em harmonia
primeiramente com nós mesmos agora inteiros e depois com os outros e o todo ao
nosso redor.
Boas percepções a todos,
Com amor e carinho,
Liliana Bauermann
Novo Hamburgo, 26 de março de 2015.


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