Em algum nível todos temos dentro de nós resistências e apegos. Em
geral resistimos ao novo, à mudança, a novas ideias, opiniões contrárias, e até
a nós mesmos, nas nossas questões internas mais delicadas. E isso pode ser de
modo inconsciente ou muito discreto.
E algumas vezes essa resistência acaba virando apego. Nos apegamos
a esse modo de ser e viver e com o passar dos anos o resultado são camadas e
mais camadas de crenças, limitações, infelicidade, arrependimento, tristeza e então
vem as doenças.
Em alguns atendimentos percebo que as pessoas resistem à ideia
de largar as dores e sofrimentos, ao apego pelo passado e histórias doloridas,
como se houvesse qualquer mérito em contar as infelicidades, em manter o
ressentimento, em ficar remoendo as expectativas frustradas ou sonhos não
vividos.
A vida é curta, muito curta, passa rapidamente e continuar
vivendo dessa maneira chega a ser indigno e desrespeitoso para com todas as
potencialidades que nós temos internamente.
Todos viemos com muitos dons, talentos, criatividade. O ser
humano é naturalmente adaptável, maleável, esperto, cheio de potenciais. Existem
inúmeras possibilidades.
Podemos a qualquer momento, a partir de uma decisão interna, nos
permitir liberar as resistências e apegos e mudar o foco e atenção para
novidades na nossa vida. Não tecnológicas, não da moda, mas podemos nos abrir
para novidades em termos de sensações, experiências e percepções mais amorosas,
acolhedoras, que trazem bem estar, satisfação, leveza, fluidez.
E neste e em todos os demais casos a meditação sempre é uma
opção. Ela nos centra, nos permite a percepção e observação de nós mesmos durante
o tempo em que nos aquietamos. Pois são nesses momentos de quietude interna que
podemos ouvir nosso coração falar. Pois ele fala baixinho, e no barulho do dia
a dia acaba passando totalmente despercebido, como se nem existisse.
Permita-se aquietar, silenciar, parar e perceber os sussurros amorosos
do seu coração. Ele é só amor!
E o amor derrete toda e qualquer resistência e apega-se apenas a
mais amor, a acolhimento, a aceitação, a respeito, ao bem e ao bom.
Permita-se!
Com amor e carinho,
Liliana Bauermann
Estância Velha, 13 de outubro de 2015.


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