Inconscientemente nós temos muitos mais “escondido” e guardado
do que sequer podemos imaginar.
O nosso sistema é como uma casa, quando entramos vemos
primeiramente o ambiente como um todo e podemos já aí perceber se há bagunça ou
está tudo arrumado. E quando aparentemente está tudo em ordem, chega o momento
de abrir gavetas, armários, baús... então o que estava escondido começa a
aparecer.
Naturalmente que mexer em bagunças, mágoas e feridas habilmente
disfarçadas e escondidas não é algo que alguém tenha um desejo imenso de fazer,
mas é necessário para o bem-estar e saúde em todos os níveis.
A energia do abuso está muito mais presente na nossa vida do que
podemos pensar ou sentir.
A primeira coisa que vem em mente é o abuso físico, ou sexual. Este
por si só já é delicado e traumático, mas o abuso vai muito além disso.
Fomos e somos abusados todos os dias. E por fim acabamos
aprendendo e repetindo esse comportamento em algum nível.
Queremos ser o outro ou o que o outro tem. Entramos na energia
de tirar do outro = abusar, tirar o que ele não quer dar. E se você prestar
atenção tem quem queira o que você tem ou ser quem você é.
Quando você é gentil, sempre aparece alguém querendo que você
seja ainda mais. Quando você doa algo, idem. Sendo quem você é parece que não
está bom o suficiente, querem que você seja mais e dê mais. E assim em questões
de relacionamentos, profissionais, financeiras e todas as demais. Ou você mesmo
inconscientemente acha que o outro deveria te dar mais do que está dando.
E é também um abuso quando dizem o que você deve ser, vestir, comer,
escolher, fazer, etc.
E isto tudo é muito sutil.
Porém com o tempo surge a insatisfação e um profundo senso tanto
de não ajustamento quanto de não ser bom o suficiente.
Primeiro porque você não consegue ser e fazer o que é ditado,
depois quer tirar do outro, ou ser o outro, o que também é indigno e frustrante
e por fim, há os que sem pensar largam tudo de mão, pois cansaram do jogo, e todas
as situações resultam em inúmeros desequilíbrios aos quais são dados diversos nomes, mas são doenças em vários níveis.
Mas essa energia pode ser reequilibrada, podemos nos
reestruturar e entrar no que é saudável, sermos quem somos, perceber nossos limites
e então colocar limites até onde o outro pode ir, e perceber até onde nós podemos
ir quanto ao outro. E tudo isso baseado em respeito, aceitação e não
julgamento.
E assim passo a passo reequilibrar nossa saúde, nossas relações,
nossa vida.
Como já mencionei antes, sozinho isso é bem delicado. Procure um
profissional de sua confiança.
Naturalmente como atendo nessa área, me coloco à disposição.
Que do abuso você possa ir para a aceitação, acolhimento e amor
a si mesmo e a todos os demais.
Com amor e carinho,
Liliana Bauermann
São Paulo, 26 de novembro de 2015.


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