Quem de nós nunca ficou sem receber uma dívida, nunca foi vítima
de calúnia, difamação, fofocas, traição, mentiras e outras coisas mais, incluindo
a atual crise onde os políticos são culpados de tudo (não que eu os ache ‘santos’).
Todos nós em algum momento já passamos por algum tipo de
situação delicada seja na área que for. E a partir disso adquirimos padrões de
comportamento tanto para nos defender quanto evitar que isso se repita
novamente.
E então lá vem a frase: “a culpa é da/o ‘fulano’” que fez isso ou
não fez aquilo.
Será mesmo??
Pense em questões profissionais, você fez tudo realmente que
podia para merecer a promoção ou a negociação? Alguém ‘roubou’ sua ideia, mas você
foi se defender e contra argumentar? Será que em algum momento você poderia ter
feito algo diferente? Ou colaborado além do é estritamente pedido? Ou em algum
momento se colocou quanto a situações passando dos limites e deixou de ser
omisso? Será que a sua profissão ainda tem a ver com você?
Falando de relacionamento afetivo, você está presente na
relação? Você percebe seu parceiro/a? Você tenta fazer surpresas, fazer
programas diferentes? Você traz novidades para a relação? Você cuida da relação
com carinho e atenção? Ainda existe amor de fato? Qual a base da relação?
Quanto a comentários em relação a você, eles têm algum
fundamento? Se sim, perceba o que você pode melhorar, se não, o que você fez de
concreto a respeito para equilibrar a situação? Isto merece atenção?
Estão te devendo? Você já
foi cobrar de verdade? Tem documentos que comprovam a dívida? Se não tem,
porque emprestou sem garantias? Me ensinaram (e eu aprendi!!) que ou você
empresta como uma doação se voltar, voltou, ou não empresta (diga não mesmo) ou
então pegue papéis que possam lhe fazer receber o que é seu por direito.
O professor pega no seu pé? Por quê? A prova foi difícil, era
muito conteúdo, será mesmo? Como você se comporta? Respeita o professor, a aula
e os colegas? (mesmo estando lá obrigado – como acontece muito). Os outros não
precisam ser perturbados por suas questões pessoais, sejam quais forem. Se há
algum problema relevante, foi buscar a solução da maneira adequada?
E os assuntos podem ir longe. Mas para estes e todos os demais
casos, a questão, a ’culpa’ nunca é do outro. Mas a responsabilidade sim, esta
é nossa. E cabe a cada um de nós em cada situação delicada que vivemos perceber
onde estamos deixando de assumir completamente nossa parte.
Se algo acontece em relação a nós, nós temos tudo a ver com a
situação, seja de modo ativo e consciente ou não.
E em vez de fazermos tal qual criança que coloca a culpa no
outro (porque sabe o que pode acontecer...) que possamos ser sinceros e
perceber onde podemos melhorar como pessoas e seres humanos. Que possamos
entender também que mesmo que tenhamos falhado ou que poderíamos ter tido
outras atitudes, que podemos aprender e não repetir mais o padrão ou o comportamento.
Que tenhamos a humildade de reconhecer nossas limitações, nos aceitar e amar
mesmo assim e dar a intenção de que deste ponto em diante tentaremos nosso
melhor para fazer diferente e atrair boas companhias, boas situações e boas experiências.
Que tenhamos a consciência e percepção de que tudo,
absolutamente tudo tem um lado bom, e este pode ser nos ensinar mais sobre nós
mesmos e nos fazer perceber a força gigante que já temos para superar desafios
e ir além do que fomos até então.
Todos nós, não importa a idade, credo, origem, nem qualquer
definição, todos podemos sempre aprender mais, crescer mais, evoluir mais, nos
expandir enquanto homem, mulher, seres humanos, seres vivos, seres que podem
escolher o que querem viver ou não. Podemos aprender a nos colocar com equilíbrio,
com harmonia, com empatia e com profundo respeito a todos os demais.
Todos estamos passando por momentos delicados e por este período
em especial sem bússola, sem manual de instruções. Mas nossos corações podem
ser nossos maiores guias, nossa consciência pode nos orientar a fazer o que é
para o bem maior de todos, começando com nós mesmos.
Que possamos nos perceber, compreender, aceitar e amar com todas
nossas limitações, mas também com todos nossos imensos potenciais, nosso dons,
nossos talentos, nossas habilidades únicas e especiais, tudo necessário e
importante pra nosso desenvolvimento e crescimento e de todos os demais e o Planeta
como Ser senciente que é.
Assuma-se, seja quem você é! Deixe sua luz brilhar, deixe o amor
do seu coração se manifestar!
Com profundo amor, respeito e gratidão a Você,
Liliana Bauermann
São Paulo, 10 de março de 2016.
Através do ThetaHealing você pode ter uma percepção melhor de
você mesmo, da situação e de como equilibrar tudo novamente. Permita-se.


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