Faz um tempinho que escrevi sobre o processo que estamos vivendo
de transformações planetárias e individuais, seja de forma consciente ou não.
Todos estamos passando por este processo que tem várias fases, e
cada um passa por elas no seu tempo particular.
Então tenhamos a consciência de que as transformações e mudanças
que estão acontecendo são um movimento coletivo, o que é individual é a maneira
como cada um de nós resolve ou consegue lidar com os desafios na medida em que
eles se apresentam.
Há dias em que temos inquietação, falta de paciência, irritação
extrema e instabilidade emocional. Há dias de muita felicidade e dias com muita
vontade de chorar geralmente por nada em especial. Há dias que temos muita
fome, noutros estamos sem fome ou vontade de comer qualquer coisa. Alguns dias
temos necessidade de um alimento específico e depois ficamos um bom tempo sem querê-lo.
Há dias que estamos com muita disposição e outros se pudéssemos
ficaríamos o dia todo na cama.
Há noites com insônia, e há noites com sonhos intensos. E então
há noites em que dormimos profundamente.
Alguns sentem um cansaço extremo e profundo sem que nenhuma atividade
específica justifique esta sensação. Cansaço da vida, de tudo, e de nada em
particular.
E então há os dias em que aparecem de volta pessoas e situações
que havíamos propositalmente ‘esquecido’ e colocado o ‘pacote’ que envolve
essas questões delicadas debaixo do tapete ou dentro de uma caixa bem escondida.
E eis que chegou o momento de darmos atenção e encaminharmos tudo
isso. Pode ser que tenhamos que aprender algo que estejamos relutantes em
assimilar, pode haver a necessidade de um grande perdão ou de um grande
desapego. Pode ser que finalmente chegou a hora daquilo se resolver e que até
então estava estagnado e parecia sem solução.
A hora é agora o momento é este. Pode ser que tenhamos que falar
coisas que calamos por anos. Podemos talvez perceber que nos sentimos mal ou
culpados por algo que nunca foi nossa responsabilidade. Ou podemos perceber o
quanto mantivemos e nos desgastamos numa situação ou num relacionamento (mesmo
de amizade) que hoje não faz mais nenhum sentido na nossa vida. Podemos nos dar
conta de coisas e situações que de tão corriqueiras nem notávamos, mas não tem
mais razão de ser agora. E isto desde pequenas coisas até grandes como trabalho,
casa, cidade.
Por isso que meditar e se aquietar é tão importante. Pois quando
paramos e silenciamos podemos entrar nessas percepções e saber o que fazer e
como lidar com tudo isso. Que possamos deixar a razão um pouco de lado e entrar
na percepção e sensação de tudo. Como nos sentimos em relação a nós mesmos e ao
que nos acontece em todas as áreas?
Um terapeuta ou profissional similar pode facilitar muito o
processo. E para isso devemos ter a humildade de reconhecer que não estamos
‘loucos’ nem somos incompetentes para lidar com nossas questões, mas pelo
contrário, que temos maturidade o suficiente para perceber que alguém de fora
pode nos mostrar o quadro com mais clareza e nos apontar alternativas e opções,
pois em meio a todo esse processo acabamos ficando num ponto cego de nós mesmos
em relação ao todo a nossa volta.
Sempre é importante lembrarmo-nos de entrar na fluidez de tudo,
permitindo que todas as sensações e emoções possam fluir, que assim como vieram,
que possam ir e durante todo o tempo que sejamos amorosos e acolhedores
conosco, sabendo que tudo passa.
E na medida em que vamos avançando crescemos, aprendemos,
evoluímos, expandimos nossa consciência, nosso Ser, nos tornamos a essência de quem
verdadeiramente Somos.
Com amor e carinho,
Liliana Bauermann
São Paulo, 20 de junho de 2016.
Durante solstícios, equinócios, luas cheias e algumas
configurações astrológicas específicas essas sensações ficam mais intensas.
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Imagem: Floris van Breugel


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