Continuando o assunto, muito se perderam de si mesmos de tanto
dar espaço ao outro na sua vida.
Uma questão bem comum que muitos fazem e nem percebem, é
permitir que o outro comande sua vida.
Este ‘outro’ pode ser o pai, a mãe, um companheiro, filho,
irmão, amigo, um padre ou guia espiritual, enfim qualquer pessoa em quem
normalmente confiamos, de quem gostamos e temos respeito.
O caso vira um problema quando deixamos de viver nossa vida
pelas nossas escolhas para seguir o que nos é dito. Às vezes isso é de forma
sutil, mas muitas vezes é bem aberto, como ordem mesmo.
Essas pessoas podem mandar e/ou exigir que façamos o que elas
querem, e isto pode ser quanto ao que vamos estudar, a profissão, onde morar, o
que vestir, com quem sair, onde ir, vira manipulação e controle em algumas ou
todas as áreas.
Os casos em geral criam situações muito delicadas e podemos
achar maneiras de lidar com isso.
Podemos brigar, nos afastar, levar de boa e não se alterar, mas normalmente
começamos a criar ódio, raiva, mágoas, ressentimentos e muitos outros
sentimentos similares.
Ou para não brigar, não criar confusão, começamos a fazer,
obedecer, nos transformar e transformar nossa vida até que chegamos ao ponto de
não sabermos mais quem somos nem do que gostamos.
Nos perdemos de nós mesmos. Isso pode criar doenças e/ou um
desequilíbrio muito grande quando algo muda esta situação e somos obrigados a
enfrentar a realidade.
Podemos nos revoltar neste momento, culpar apenas o mandante,
sem assumir que permitimos tudo isso. E o permitir tem a ver com deixar de
assumir as responsabilidades das escolhas, entregar a vida nas mãos do outro,
comodismo, medo, a ilusão de que isto é amor, há muitas possibilidades.
Porém quando percebemos tudo isso é o momento de podermos
transformar a situação e a nós mesmos.
Pode não ser muito fácil ou harmonioso de início, pois quem
manda em geral não gosta de perder a posição, mas é possível.
Fica como sugestão começar a nos perceber de novo, perceber do
que gostamos, decidir o que queremos realmente da vida, fazer escolhas.
Pode ser delicado, mas é a grande chance de termos nossa vida de
volta, de seguirmos o caminho que entendemos ser o melhor. E na pior das
hipóteses, teremos que mudar algumas escolhas e ir por outros caminhos, o que
sempre traz aprendizados.
Caso necessário, que possamos buscar ajuda, tratamento, por nós!
E fica a dica que o caminho sempre é nós mesmos tomar as decisões. Se dentro de
um tratamento novamente recebermos ordens, devemos mudar, pois senão deixamos
de ser uma marionete nas mãos de umas pessoas para ser na de outros.
Um tratamento sério vai nos trazer de volta a nós mesmo, vamos nos
reconhecer e ser capaz de tomar nossas próprias decisões e assumir a responsabilidade
por elas.
Os tempos que vivemos são para isso, para nos trazer de volta à
Vida, mas uma Vida consciente, com sentido, com alegria, com harmonia,
equilíbrio e paz!
Que todos lendo estas linhas sejam iluminados e permeados de
amor incondicional!
Com amor,
Liliana Bauermann
São Paulo, 24 de janeiro de 2018.
Imagem: Pixabay

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