domingo, 18 de fevereiro de 2018

QUANDO O MESTRE É UMA GATA



Compartilhei na minha página pessoal do Facebook que havia adotado uma gatinha que apareceu na casa de praia onde eu estava neste verão.

Eu sabia desde o começo que isso poderia não funcionar por eu morar num local pequeno e ter pouco tempo livre, mas mesmo assim tentei. Naturalmente não deu e a gata foi doada a um casal jovem que mora numa casa e tem mais um gato e uma cachorra e a gatinha está muito bem.

E desta experiência ficaram muitas lições:

- quando a gente sente que algo pode não funcionar, que estejamos cientes que isso pode mesmo não dar certo;

- desapegar. Eu sabia que em algum momento teria que desapegar e deixar ela ir. Foi uma experiência difícil.

- mesmo e apesar de eu amar gatos, no momento não posso ter. Aí entra a aceitação daquilo que realmente não temos como encaixar na nossa vida em algum momento.

- muitas vezes o nosso melhor não é o que o outro necessita, então que tenhamos a humildade de deixar o outro livre, mesmo um animal. Ou seja, nem um animal temos como obrigar a aceitar uma coisa ou situação que não quer. Isso também é amor.

- como sensitiva entrei no ‘sistema’ dela, e veio que eu havia feito a minha parte: tirei ela da rua, cuidei, levei a um veterinário e encaminhei ela para um lar bom e seguro. Era isso. Muitas vezes queremos estender algo além do necessário. Aí entra de novo o desapego.

- eu a atendi com Thetahealing e tirei o trauma dos maus tratos da rua, abandono, e o que mais pude sentir. Mas nada disso muda a situação fora. Um tratamento tem disso. Cura as feridas internas, mas fora podemos ter que fazer mudanças concretas.

- nenhuma noite consegui dormir mais do que 4 horas seguidas, pois ela miava e queria atenção. Nestas madrugadas eu aprendi que ainda preciso meditar muito...

- neste processo acessei muitas partes em mim que pude curar e liberar.

Caso queira adotar um animal, pense bem nele antes, se ele vai ficar bem. E caso tenha uma experiência similar, não abandone, encaminhe para um lar seguro. A gatinha que peguei está bem, acompanhada de um gato lindo, literalmente, uma cachorrinha e uma nova mamãe que não trabalha fora.

Muito amor incondicional a todos lendo e a seus bichinhos.

Com amor,
Liliana Bauermann

(Através do Thetahealing é possível tratar questões de animais, entre em contato para mais informações).

São Paulo, 18 de fevereiro de 2018.
Imagem: "Bella" a gatinha 

 

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