Eu já usei uma mudança de casa para facilitar o entendimento
deste processo que estamos vivendo e aqui vou repetir, pois é bem apropriado
ainda.
No começo, quando pensamos em um novo lugar sempre vem
empolgação, principalmente quando queremos muito e o lugar é maravilhoso.
Mas antes de estarmos lá, no novo, temos que abrir todos os
armários, todas as gavetas, recolher todos os tapetes, ver e escolher o que vai
e o que deve ser descartado.
Da mesma forma, esses tempos são de separação dentro de nós. O
que ainda é necessário e o que pode e deve ser descartado?
Há muitas questões que estavam nos porões da nossa alma e que
agora estão surgindo para serem liberadas.
E nada disso é fácil. Há memórias, apegos, feridas na alma e
tocar nestas questões traz dor, raiva, irritação, mágoa, sono, insônia, fome,
dores físicas, nos desestabiliza.
A maioria foge de si e de tudo isso. Muitos procuram soluções
das mais variadas, principalmente querer que outros resolvam as questões sem
que se envolvam. Como se isso fosse possível.
Ninguém de fora nos conhece melhor do que nós mesmos. Ninguém
sabe das nossas dores, das sombras, ilusões e monstros dentro de nós. E do quão
difícil é encarar tudo isso.
Isso dá o maior trabalho, tira o chão ilusório debaixo dos
nossos pés, nos faz enfrentar medos e deixar ir ilusões e falsas verdades ou
seguranças.
E de nada vale e nem mais é possível manter aparências, e
qualquer falta de integridade.
Os tempos são justamente de nos libertar de tudo isso que nos
aprisionou por éons de tempo e seguir nosso coração, seguir o que faz nossa
Alma vibrar de alegria e ficar em paz.
Mas uma paz que significa equilíbrio e harmonia e não marasmo e
falta de graça na Vida.
Que tenhamos coragem, força, determinação. Que sejamos amorosos
conosco e com os demais e que possamos permitir tudo fluir em e através de nós. Sabendo que tudo passa e que estamos nos integrando com nosso Ser mais elevado
e iluminado.
E até lá, vamos indo um dia e um passo de cada vez. E sempre com
muito, mas muito amor. Pois o amor é que é a cura! As ferramentas são apenas
isso, ferramentas.
Com amor,
Liliana Bauermann
São Paulo, 9 de março de 2018.
Imagem: Pixabay

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