Atualmente estamos sentindo muita raiva. Raiva da situação, raiva
de muitas pessoas, raiva de nós. Então podemos reagir de modo violento,
impensado ou sermos omissos e aí vem a culpa.
A raiva vem da nossa sensação de impotência, de expectativas
frustradas e de esperar que os outros ou a situação mude.
Entretanto, se nos permitirmos ir mais fundo, poderemos
descobrir que é possível ir liberando esta raiva.
Podemos entrar na percepção de que cada situação traz consigo um
aprendizado. Podemos entender que cada pessoa, nós inclusive, agimos conforme
nosso grau de entendimento e (in)consciência a cada evento. Podemos aprender
que cada um dá o que tem e realmente não tem como dar algo que nem tem para si
mesmo.
Podemos descobrir que através de pequenas escolhas e mudanças
transformamos nossa realidade. Podemos deixar de pensar que os outros nos
dominam quando tomarmos posse da nossa vida e assumirmos a responsabilidade
pelos nossos atos e palavras.
Podemos liberar raiva quando compreendermos que o outro tem
direito de ser como escolhe, assim como nós. Podemos liberar raiva nos
afastando de quem não tem mais afinidade conosco em vez de querer que o outro
mude.
Podemos liberar raiva quando tivermos coragem de nos perceber,
perceber o quanto queremos algo diferente e não nos permitimos. E a partir
desta percepção planejar e agir de modo coerente para escolher o diferente que
pode nos fazer feliz.
Podemos liberar culpa quando entrarmos na aceitação. Aceitação de
quem somos, como somos. Que somos uma soma da nossa cultura, tradições, do que
nos foi ensinado como correto e verdadeiro. E quando notamos que não ressoamos
mais com algum desses conceitos, podemos mudar e entrar na integridade dos
nossos corações.
Isso vai nos trazer de volta a leveza de Ser. Ser quem somos.
Meditar, aquietar-se, torna tudo isso possível. Mesmo que no
início possa ser delicado, pois as vozes na nossa cabeça não se calam. Nos ofendem,
ameaçam, nos confundem ou assustam. Faz parte.
Que possamos insistir até que todas as vozes se calem e neste momento a alma e
o coração sussurram.
Isso se chama equilíbrio, centramento, paz.
A partir daí criamos um novo mundo para nós e então esta energia
se espalha e naturalmente sustenta esta transformação para muitas outras
pessoas. Nem acredite, nem duvide, experimente por você!
Que o amor incondicional envolva a todos aqui e agora,
Eu sou Liliana Bauermann
São Paulo, 28 de junho de 2018.
Imagem: Pixabay

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