Uma das melhores maneiras de nos percebermos é através de nossas
palavras e modo de agir dentro das relações mais próximas.
Nestas somos exatamente quem e como somos sem os filtros de
educação que usualmente usamos quando com pessoas com as quais temos menos
intimidade.
Então que possamos nos observar com mais cuidado e atenção.
Se somos omissos, que possamos falar ou agir.
Se falamos demais ou de modo grosseiro e alto, que possamos
baixar o tom, melhorar as palavras e saber quando calar.
Se queremos mandar e fazer prevalecer nossas vontades, que
possamos perceber o outro, seus pontos e respeitá-los.
Se aceitamos tudo sem questionar, que possamos aprender a nos
posicionar, a nos expressar.
Se somos agressivos, que sejamos mais pacíficos.
Se somos nervosos, que sejamos mais calmos.
Se achamos que só nós estamos certos, que possamos repensar, ver
e ouvir melhor o outro e seus pontos.
Se achamos que tudo de errado é culpa do outro, que possamos
rever e perceber o quanto contribuímos para estas questões.
Geralmente somos exatamente o que reclamamos no outro. E dói ver
isso. Mas só vendo e percebendo é que podemos nos ‘curar’.
Então, de todas as formas que estejamos sendo inflexíveis,
intolerantes, inquietos, amargos, deselegantes e inconscientes, que possamos
aproveitar toda essa luz sendo trazida e nos transformar na versão mais elevada
e amorosa de nós mesmos.
Todos temos virtudes, qualidades, todos temos um ponto de
equilíbrio e centramento aos quais podemos nos alinhar. Um dia e um passo de
cada vez, com amor, acolhimento e respeito a nós mesmos, nosso tempo e nossas
limitações.
Muito amor incondicional a todos.
Liliana Bauermann
SP, 07/02/20
Imagem: Pixabay


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