Somos todos UM, sempre fomos, mas por muito,
muito tempo estivemos desconectados. Desconectados do todo e de nós mesmos. E neste
momento estamos começando a recuperar a percepção desta separação e, por
conseguinte, da possibilidade da reunião. Reunião de partes nossas que estavam “perdidas”,
ou melhor, não percebidas, não reconhecidas, mas agora sendo observadas e acolhidas.
Reunião nossa com a terra, com os
animais, com os demais seres humanos, nossos iguais. Tudo e todos são partes do
nosso ser.
E este movimento de volta a nós mesmos,
de volta a unidade e a essência, se dá, principalmente através da percepção.
Percepção do caos, da ordem, da luz, da
escuridão, do divino, do profano, do sagrado e do desprezado. Percepção real de
si mesmo, percepção das sensações, percepção dos sentimentos, percepção dos
movimentos e fluxos internos e externos.
Percepção de situações, vivências,
experiências e pessoas que estão vindo e estão indo.
Este não é o momento de racionalizar, entender,
controlar ou planejar, apenas perceber e deixar as energias fluírem. Sentindo-se
e observando-se mais profundamente, percebendo todas as sensações e os desejos
mais puros e sinceros do coração. Percebendo também as nuances de sombra que se
manifestam.
Deixe tudo fluir em e através de você. E
perceba. Perceba nítida e perfeitamente a perfeição de si mesmo. Perfeição que
permitiu a sombra se manifestar, a mesma perfeição que agora permite a sombra ser
banhada de luz e reintegrada ao todo. Perfeição que perdeu-se na ilusão da
matéria e do ter em detrimento do ser. Perfeição que percebe esta ilusão,
percebe tudo que aprendeu e experienciou com a ilusão. Perfeição que percebe o
momento de acolher todas estas ilusões, todos os desvarios, todos os
desequilíbrios. E no exato momento deste amoroso acolher de si mesmo tudo se
transmuta e transforma na sua real expressão, que é o todo em perfeito
equilíbrio e manifestação. E esta é a sua real natureza: perfeição, luz,
amorosidade, consciência, unidade, totalidade. A perfeição da totalidade
manifestada em forma de ser humano consciente.
E nestes momentos de percepção, redescubra
a simplicidade de todas as coisas, na simplicidade de si mesmo.
Perceba que tudo sempre foi harmonioso,
magnífico, perfeito, equilibrado, belo, singelo, e que foi a visão distorcida durante
a ilusão que havia prejudicado a observação e o reconhecimento de si mesmo em
tudo e de tudo em si mesmo.
E a percepção sagrada devolve a paz, a
alegria, o bem estar, o equilíbrio, a simplicidade de simplesmente Ser. E
permite este Ser expressar-se na sua plenitude e beleza sagrada e divina, aqui
e agora.
Namastê
Texto de Liliana Bauermann


Nenhum comentário :
Postar um comentário