sexta-feira, 22 de março de 2013

PERCEPÇÃO


Somos todos UM, sempre fomos, mas por muito, muito tempo estivemos desconectados. Desconectados do todo e de nós mesmos. E neste momento estamos começando a recuperar a percepção desta separação e, por conseguinte, da possibilidade da reunião. Reunião de partes nossas que estavam “perdidas”, ou melhor, não percebidas, não reconhecidas, mas agora sendo observadas e acolhidas.  Reunião nossa com a terra, com os animais, com os demais seres humanos, nossos iguais. Tudo e todos são partes do nosso ser.

E este movimento de volta a nós mesmos, de volta a unidade e a essência, se dá, principalmente através da percepção.

Percepção do caos, da ordem, da luz, da escuridão, do divino, do profano, do sagrado e do desprezado. Percepção real de si mesmo, percepção das sensações, percepção dos sentimentos, percepção dos movimentos e fluxos internos e externos.

Percepção de situações, vivências, experiências e pessoas que estão vindo e estão indo.

Este não é o momento de racionalizar, entender, controlar ou planejar, apenas perceber e deixar as energias fluírem. Sentindo-se e observando-se mais profundamente, percebendo todas as sensações e os desejos mais puros e sinceros do coração. Percebendo também as nuances de sombra que se manifestam.

Deixe tudo fluir em e através de você. E perceba. Perceba nítida e perfeitamente a perfeição de si mesmo. Perfeição que permitiu a sombra se manifestar, a mesma perfeição que agora permite a sombra ser banhada de luz e reintegrada ao todo. Perfeição que perdeu-se na ilusão da matéria e do ter em detrimento do ser. Perfeição que percebe esta ilusão, percebe tudo que aprendeu e experienciou com a ilusão. Perfeição que percebe o momento de acolher todas estas ilusões, todos os desvarios, todos os desequilíbrios. E no exato momento deste amoroso acolher de si mesmo tudo se transmuta e transforma na sua real expressão, que é o todo em perfeito equilíbrio e manifestação. E esta é a sua real natureza: perfeição, luz, amorosidade, consciência, unidade, totalidade. A perfeição da totalidade manifestada em forma de ser humano consciente.

E nestes momentos de percepção, redescubra a simplicidade de todas as coisas, na simplicidade de si mesmo.

Perceba que tudo sempre foi harmonioso, magnífico, perfeito, equilibrado, belo, singelo, e que foi a visão distorcida durante a ilusão que havia prejudicado a observação e o reconhecimento de si mesmo em tudo e de tudo em si mesmo.

E a percepção sagrada devolve a paz, a alegria, o bem estar, o equilíbrio, a simplicidade de simplesmente Ser. E permite este Ser expressar-se na sua plenitude e beleza sagrada e divina, aqui e agora.

Namastê

Texto de Liliana Bauermann


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