Ao longo de nossa vida todos vamos construindo uma autoimagem. E
isto começa desde nossa infância. Vamos ouvindo as opiniões dos pais, amigos,
colegas da escola, professores, vizinhos, etc, etc, etc. Cada um com uma
opinião e conceito e assim formamos nossa autoimagem.
E depois da autoimagem começa o processo das máscaras para
podermos nos adaptar melhor a imagem criada.
Conforme a ocasião ou a necessidade pede, uma máscara é usada.
No desejo e ânsia de sermos aceitos, amados e nos sentirmos parte
da sociedade e do contexto onde estamos acabamos aceitando todas as opiniões e
aceitando (mesmo inconscientemente) que temos que usar máscaras, e assim
começamos desde cedo a nos distanciar de nós mesmos e da nossa essência.
Vamos criando personagens e nos adaptando a eles e quanto mais
vivemos isso mais nos perdemos de nós mesmos ao ponto de muitos hoje nem
saberem quem realmente são, do que realmente gostam e muito menos o que pensam
ou acham sobre vários assuntos. Primeiro tem que pensar o que seria mais
conveniente para o personagem continuar sendo aceito, ou qual a opinião mais
generalizada vinda das demais pessoas, ou outros personagens.
Porém, todos, e cada um a seu tempo, mas sem exceção, um dia
acabam se dando conta do vazio interno. Começam a perceber que tudo está sem
graça ou sem sentido e não gostam ou não conseguem ficar sozinhos consigo mesmos
e em silêncio pois este silêncio realmente incomoda. E incomoda porque tem algo
lá dentro que começa a falar e se fazer notar. E este algo é a alma que a essas
alturas já está gritando desesperada pedindo para ser ouvida. Implorando para a
pessoa parar tudo e se reconectar a sua essência e propósito.
Todos viemos com um propósito de vida sagrado e este certamente
não é viver uma vida desprovida de sentido, alegria verdadeira e seguindo
padrões, regras e convenções impostas. Muito menos viver personagens infinitos
e exercer atividades e trabalhos para agradar aos outros e a sociedade. A vida
é muito mais do que as aparências mostradas de que se é feliz e realizado em
todas as áreas. Claro que devemos ter satisfação em tudo, mas satisfação real e
verdadeira e não o teatro no qual a maioria está inserida mostrando uma vida
superficial e artificial.
Quanto antes pararmos com esse teatrinho sem graça, antes poderemos
descobrir nosso propósito, antes poderemos nos reconectar com nossa alma e com
aquilo que realmente vai nos trazer alegria e felicidade verdadeiras e junto a
isso saúde, força, equilíbrio e sentido a tudo.
A maioria das doenças, stress, frustação, apatia, depressão e as
famosas viroses (tão em moda) se originam justamente deste distanciamento nosso
de nós mesmos, da nossa essência, do planeta como ser vivo. Hoje a maioria
pensa que está separada, que ela é uma coisa, um animal outra coisa e o planeta
outra coisa ainda, e cada coisa devidamente separada, enquadrada e catalogada.
Nada mais longe da verdade.
Esquecemos que somos todos Um, que todos temos a mesma essência,
independente de sermos humanos, animais, vegetais ou minerais, todos viemos da
mesma Fonte Divina e Sagrada. Fonte de vida, alegria, paz, equilíbrio,
harmonia, amor absoluto e incondicional.
Que todos possamos nos lembrar de quem realmente somos e voltarmos
o quanto antes a sermos Um novamente.
Com amor,
Eu sou Liliana Bauermann
SP, 29 nov
2013


Nenhum comentário :
Postar um comentário