sexta-feira, 29 de novembro de 2013

AUTOIMAGEM

Ao longo de nossa vida todos vamos construindo uma autoimagem. E isto começa desde nossa infância. Vamos ouvindo as opiniões dos pais, amigos, colegas da escola, professores, vizinhos, etc, etc, etc. Cada um com uma opinião e conceito e assim formamos nossa autoimagem.

E depois da autoimagem começa o processo das máscaras para podermos nos adaptar melhor a imagem criada.

Conforme a ocasião ou a necessidade pede, uma máscara é usada.

No desejo e ânsia de sermos aceitos, amados e nos sentirmos parte da sociedade e do contexto onde estamos acabamos aceitando todas as opiniões e aceitando (mesmo inconscientemente) que temos que usar máscaras, e assim começamos desde cedo a nos distanciar de nós mesmos e da nossa essência.

Vamos criando personagens e nos adaptando a eles e quanto mais vivemos isso mais nos perdemos de nós mesmos ao ponto de muitos hoje nem saberem quem realmente são, do que realmente gostam e muito menos o que pensam ou acham sobre vários assuntos. Primeiro tem que pensar o que seria mais conveniente para o personagem continuar sendo aceito, ou qual a opinião mais generalizada vinda das demais pessoas, ou outros personagens.

Porém, todos, e cada um a seu tempo, mas sem exceção, um dia acabam se dando conta do vazio interno. Começam a perceber que tudo está sem graça ou sem sentido e não gostam ou não conseguem ficar sozinhos consigo mesmos e em silêncio pois este silêncio realmente incomoda. E incomoda porque tem algo lá dentro que começa a falar e se fazer notar. E este algo é a alma que a essas alturas já está gritando desesperada pedindo para ser ouvida. Implorando para a pessoa parar tudo e se reconectar a sua essência e propósito.

Todos viemos com um propósito de vida sagrado e este certamente não é viver uma vida desprovida de sentido, alegria verdadeira e seguindo padrões, regras e convenções impostas. Muito menos viver personagens infinitos e exercer atividades e trabalhos para agradar aos outros e a sociedade. A vida é muito mais do que as aparências mostradas de que se é feliz e realizado em todas as áreas. Claro que devemos ter satisfação em tudo, mas satisfação real e verdadeira e não o teatro no qual a maioria está inserida mostrando uma vida superficial e artificial.

Quanto antes pararmos com esse teatrinho sem graça, antes poderemos descobrir nosso propósito, antes poderemos nos reconectar com nossa alma e com aquilo que realmente vai nos trazer alegria e felicidade verdadeiras e junto a isso saúde, força, equilíbrio e sentido a tudo.

A maioria das doenças, stress, frustação, apatia, depressão e as famosas viroses (tão em moda) se originam justamente deste distanciamento nosso de nós mesmos, da nossa essência, do planeta como ser vivo. Hoje a maioria pensa que está separada, que ela é uma coisa, um animal outra coisa e o planeta outra coisa ainda, e cada coisa devidamente separada, enquadrada e catalogada. Nada mais longe da verdade.

Esquecemos que somos todos Um, que todos temos a mesma essência, independente de sermos humanos, animais, vegetais ou minerais, todos viemos da mesma Fonte Divina e Sagrada. Fonte de vida, alegria, paz, equilíbrio, harmonia, amor absoluto e incondicional.

Que todos possamos nos lembrar de quem realmente somos e voltarmos o quanto antes a sermos Um novamente.

Com amor,

Eu sou Liliana Bauermann

SP, 29 nov 2013


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