Assim como nas
palavras escritas, nas palavras ditas também pode-se ler as “entrelinhas”. Observando
e ouvindo as entrelinhas de algumas conversas – até de desconhecidos – tenho percebido
uma constante: muito comentam que ajudaram alguém, que deram algo, estenderam a
mão, ou qualquer similar e depois reclamam que a pessoa não agradeceu
devidamente, ou não deu valor, ou quando precisou não houve a recíproca
esperada.
Lembro do que tenho
aprendido e compartilho. Quando resolvemos estender nossa mão, que possamos
fazê-lo de coração com desprendimento e sem gerar uma “conta” para o beneficiário.
Independentemente se a questão for financeira, uma ajuda moral, prática, algum
conselho. Que possamos fazer com desprendimento e se quisermos.
Que possamos estender
nossa mão quando realmente estivermos dispostos e quando o fizermos que
possamos fazer de coração, sem esperar qualquer retorno e principalmente sem “alegar”
ou o pesado “jogar na cara” aquilo que fizemos esperando um retorno do modo
como imaginamos.
Que nossos atos sejam
por amor e desinteressados. E quanto ao retorno, lembro que tudo que fizemos
reverbera ao nosso redor e depois no mundo e do mesmo modo que vai, vem. Então
o bem que fazemos certamente retornará. E pode não ser de onde esperamos.
O universo é sábio,
muitas vezes a mão estendida vem de quem ou de onde menos se espera, mas é o
ideal e perfeito para aquela situação.
Que possamos todos
estender nossas mãos desinteressadamente, sem alegações nem cobranças e também,
que possamos estar abertos a todo e qualquer bem que alguém queira nos
oferecer. Sempre agradecidos por este fluxo natural e abundante de energias.
Assim trazemos de
volta o equilíbrio, a beleza, a suavidade e a harmonia do dar e do receber na
nossa vida e de todos ao nosso redor.
Com amor,
Liliana Bauermann
São Paulo, 06 de
junho de 2014.

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