Diz
o dicionário que é falta de percepção ou entendimento que prejudica os
sentidos; engano dos sentidos ou do espírito que faz tomar a aparência pela
realidade; interpretação errônea de um fato; ideia ou crença falsa; e outras
definições similares.
Em
geral costuma-se dizer que alguma pessoa nos iludiu. Mas fugindo de questões
particulares e de qualquer pessoa específica e trazendo a ilusão para fatos e
questões da vida prática o que é na verdade ilusão e o que é realidade?
O
que pode ser real ou ilusão pra mim pode não o ser para os demais.
O
que é real e verdadeiro?
O
que é ilusão e aparência?
Difícil
de responder com a mente.
Vou
para o coração, e este me diz que real e verdadeiro é o que se sente, é a
emoção que aflora, é o sentimento profundo quando nos permitirmos mergulhar nele.
É a percepção de estar aqui e agora, vivendo, vendo, ouvindo, olhando, falando,
sentindo...
E
o quanto do que vemos é “real”, estamos vendo com os nossos olhos ou com os
olhos dos outros, daquilo que nos disseram para ver e perceber?
O
quanto do que ouvimos é verdadeiro? Como saber quando ouvimos a verdade ou
quando é uma ilusão em forma de palavras?
O
quanto do que falamos é verdadeiro e profundo? O quanto é reflexo da nossa
ilusão?
Meu
cérebro diz que isto parece bem complicado.
Meu
coração sorri docemente e sussurra: junte-se a mim, e juntos vamos sentir o que
é e o que não é real e verdadeiro para nós.
Vamos
nos permitir sentir, perceber, deixar fluir, sem medos, sem preconceito, sem
vergonha, sem julgamentos.
Apenas
observando, percebendo, sentindo e deixando que os véus possam se ir, um a um,
com graça, leveza e suavidade e então descortinando com beleza e suavidade a
luz da verdade e realidade de cada um.
Permitindo-se
sentir a beleza, simplicidade e profundidade do momento tão singelo.
Real
ou foi uma ilusão? Que diferença faz?
O
importante é viver, sentir, estar no aqui e agora.
Com
amor,
Liliana
Bauermann
São Paulo, 9 de junho
de 2014.

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