Nos atendimentos tenho
percebido muitos comportamentos que são bem comuns na maioria das pessoas e em
geral não há percepção do modo como agimos ou reagimos em determinadas
situações.
É muito comum as
pessoas reclamarem de se sentirem rejeitadas, magoadas, enganadas, iludidas,
injustiçadas, frustradas ou de modo semelhante. E ao longo da conversa fica
fácil perceber que se isto aconteceu é porque infelizmente a pessoa permitiu. E
em geral foi de modo inconsciente, pois quando começamos a esclarecer mais a
situação isto fica bem perceptível.
Quando não
determinamos limites, não dizemos “não” e ainda nos colocamos em situações
delicadas, como ir a um lugar que na verdade não queríamos, temos que assumir
as consequências que acabam sendo sentimentos de frustração ou outros
semelhantes, sem falar da raiva – que é na verdade de nós mesmos – mas que
mascaramos passando adiante para o “outro”, que é o “culpado”.
Na realidade a
responsabilidade é nossa. A parte ruim é que não dá mais para culpar os outros,
mas a boa é que só depende da gente resolver.
Da mesma forma muitos
comentam que ajudaram o “fulano” mas na hora que precisaram o tal “fulano” nem
se tocou de retribuir a ajuda ou a negou. E aí temos a chance de aprender a não
ter expectativas, ajudar porque assim o decidimos sem esperar nada em volta, e
também que há diversas possibilidades, que a ajuda pode vir de onde nem
imaginamos.
E também é sempre bom
refletir e aprender a não levar nada, nada mesmo como pessoal. Não tem como
ninguém de nós sabermos por que alguma pessoa agiu ou falou da forma que fez.
Cada um é livre para ser como é, e cabe a nós respeitarmos e aceitarmos a
pessoa da forma como ela é. Porém, se for necessário e possível podemos colocar
nosso ponto de vista e se a situação não for digna para nós, a distância é
sempre uma opção.
E um dos maiores aprendizados
é saber falar e saber calar na medida. Nem sempre calar é a solução e nem
sempre soltar o verbo também. Há que haver o equilíbrio e discernimento para
colocar nosso ponto de vista, mas de forma educada e calma, sem nos sufocarmos
pelas palavras não ditas e nem sofrermos pelas palavras mal ditas.
E enquanto não
tivermos uma atitude diferente as situações ficam se repetindo. E a mudança
pode ser facilitada durante um atendimento quando pode-se substituir as crenças
relacionadas a todos estes padrões e também trazer ao sistema conceitos de
equilíbrio, harmonia, respeito, discernimento, amor próprio, autoaceitação,
entre outros.
Mas termos a
consciência que fazemos isso e que podemos escolher mudar já é um passo à
frente.
Tenham um dia
iluminado,
Liliana Bauermann
São Paulo, 15 de julho de 2014.


Nenhum comentário :
Postar um comentário