Todas as coisas foram criadas com um propósito, uma roupa, para
ser usada, uma panela, para cozinharmos nela, um sofá para descansarmos sobre
ele, e assim por diante.
Quando acumulamos, guardamos e não usamos o que temos não
honramos o propósito sagrado daquele objeto. Ele fica privado de cumprir o seu
destino, que é ser útil.
Eu sempre acreditei que mesmo as coisas ditas ‘inanimadas’, tem ‘vida’
de alguma forma, pois tudo tem energia. Então a energia de tudo que não usamos
fica estagnada.
A mesma coisa acontece com os nossos dons e talentos natos,
aqueles com os quais nascemos, se não os usamos e não os honramos, estamos
desrespeitando o divino e sagrado nesses dons. E em algum momento nossa vida
pode ficar desequilibrada com essa energia estagnada.
Todos nascemos com no mínimo um talento, e o mais natural seria
honrarmos esse talento de uma forma ou outra, usando e praticando, seja na área
que for.
Esta também é uma forma de nos realizarmos, cumprirmos nosso
destino e participarmos ativamente da nossa evolução pessoal e global.
Quanto mais permitirmos que nosso eu real e verdadeiro se
manifeste mais atrairemos alegrias e felicidades para nossas vidas. O equilíbrio
e a harmonia vêm naturalmente, simplesmente acontecem.
Então deixo como sugestão a todos que possam refletir se estão
manifestando seus dons e talentos naturais, permitindo que aquilo que gosta de
fazer seja feito, que o sonho vire realidade, que aquilo que imagina fazer há
tempos, possa ser feito.
E aqueles que ainda não sabem bem o que querem ou o seu dom, que
tenham coragem e disposição de descobrir. De se descobrir, de se conhecer, de
se observar.
Quando prestamos atenção em nós mesmos, quando nos permitimos
ficar bem e tranquilos na nossa presença, sem barulhos externos, sem a opinião
dos outros, sem as convenções sociais, sem pressão da família, sem precisar
manter uma aparência seja pelo motivo que for, chegamos bem perto da nossa essência.
Esse é um reencontro único, e é durante esse processo que
descobrimos nossos dons e talentos natos. Depois é só dar mais um passo e vive-los.
E isso é honrar a Vida, é honrar nossa Vida, honrar quem somos e
o que temos e honrar o privilégio de estar aqui e agora.
Com amor,
Liliana Bauermann
Novo Hamburgo, 29 de dezembro de 2014.


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