terça-feira, 23 de dezembro de 2014

MUDAR E NÃO ACUMULAR

Eu já fiz várias mudanças de casa e de cidade, mas foi somente recentemente que percebi o quanto de coisas acumulamos e que em geral não usamos e nem sabemos que temos...

Foi uma surpresa quando ao desmontar minha casa há quase 5 anos eu percebi o quanto tinha acumulado. Eram coisas que nem lembrava que tinha, outras que guardava para se caso um dia eu precisasse – e lógico esse dia nunca chegou, outras que pouco usava, ou totalmente desnecessárias.

Quando fiz a última mudança eu já tinha acumulado bem menos, fui fazendo muitas doações, desapeguei mesmo, a quantidade de coisas diminuiu muito, mas ainda assim os casos anteriores se repetiram. Fica o aprendizado de praticar continuamente o desapego e parar de acumular.

E assim como fazemos com coisas materiais, naturalmente fazemos com sentimentos, ressentimentos, mágoas, expectativas, sonhos, ilusões, entre outros. Vamos acumulando, e sem perceber nosso campo emocional vai sendo preenchido com conteúdo que não necessitamos, que não percebemos e que não tem utilidade nenhuma. E isso vai ocupando espaço, que poderia ser preenchido com sentimentos altruístas, novas ideias, novos aprendizados, novas metas e sonhos.

Que neste final de ano possamos fazer uma reflexão do que temos acumulado nos últimos tempos, seja de coisas materiais ou emocionais e praticar um profundo desapego de tudo que é desnecessário para nossas vidas.

E ao mesmo tempo, que possamos colocar nosso foco naquilo que realmente é importante nas nossas vidas. E que pode não ser os bens materiais acumulados, nem as mágoas, rancores ou similares.

Através da meditação, da auto-observação, do autoconhecimento podemos começar a ter uma percepção verdadeira do que realmente é importante e necessário.

Observando as pessoas que nos incomodam também, pois por mais que negamos que temos algo em comum, é justamente aquilo que nos incomoda nos outros que temos que trabalhar em nós mesmos.

E que toda essa observação possa ser feita com muita graça, leveza, suavidade e amor incondicional.

Com amor,

Liliana Bauermann
Novo Hamburgo, 23 de dezembro de 2014.



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