quinta-feira, 16 de abril de 2015

O QUANTO OS CONSELHOS DOS OUTROS TE AJUDAM OU ATRAPALHAM?

Todos nós damos conselhos e recebemos muitos também.

A questão é saber discernir a hora de falar e a hora de calar quando se trata da vida alheia e, mais importante, o quanto levar em consideração e o quanto relevar e principalmente ignorar daquilo que nos é dito.

Aqui não quero entrar na questão de quão amiga uma pessoa pode ser e nem das intenções – que devem ser observadas - mas trazer a reflexão o quanto podemos atrapalhar ou ajudar através de um conselho e o quanto nos deixamos levar pelos conselhos e opinião dos outros – seja ela de um amigo ou sob a forma de imposição cultural e social.

Sempre merece uma reflexão e uma análise se uma opinião ou conselho foi pedido ou apenas ‘achamos’ que aquilo que a pessoa faz ou vai fazer não é de acordo com os nossos princípios. Sem falar que a pessoa tem o direito de escolher seu caminho e viver de acordo com seus próprios valores sem nossa intromissão. Ou que possamos ter maturidade o suficiente para mostrar o nosso ponto de vista sem tomar como pessoal a recusa da pessoa em levar isto em consideração. E sem levar para a pessoa algum medo ou experiência negativa nossa que a pessoa pode nunca viver. Pois é a vida dela, e não a reprise da nossa.

Devemos também ter muito discernimento para não seguir cegamente a opinião ou ponto de vista de outras pessoas só porque pensamos que podem ser mais inteligentes, mais estudadas, com mais vivências ou porque são de uma hierarquia acima da nossa e devemos obediência e respeito.

Aqui compartilho duas escolhas pessoais minhas e que foram totalmente contra o que minha mãe desejava para mim.

Tanto quanto decidi ir morar um tempo em Londres e anos depois quando resolvi mudar para São Paulo ela foi totalmente contra. Todos sabem o que isto significa e o desgaste que acompanha - mesmo sabendo que as intenções dela são as melhores, pois pensa no bem-estar e segurança da filha, perfeitamente natural a qualquer mãe.

Porém em ambos os casos eu segui meu coração e sou profundamente grata, pois ambas as situações foram divisores de águas na minha vida e caminhada.

Tive experiências maravilhosas tanto nessas quanto em outras situações e escolhas que fiz e que eram diferentes das expectativas de pessoas próximas.

E exatamente nesses casos devemos refletir profundamente sobre nossas vidas e escolhas e aprender a ouvir e seguir o coração, mesmo com muitos ao redor indo contra.

A vida é nossa e a responsabilidade pelo que fizemos ou não é nossa também.

Quando seguimos um caminho apontado pelo outro em geral vem um vazio, arrependimento ou ressentimento e algumas vezes inconscientemente o culpamos pela nossa tristeza, sendo que nós fomos os responsáveis pela decisão. Sem falar da amargura, da raiva contida, do sonho ou desejo nunca satisfeito e vivido.

Que todos possamos ter percepção, discernimento, força e coragem nos momentos de escolhas e seguir nosso caminho, nosso coração, nossa vontade, nossos sonhos. Se os temos é para trazê-los a realidade e vivê-los.

Naturalmente que existem desafios, existem situações delicadas, deve haver algum planejamento, mas por experiência e por momentos e ensinamentos indescritíveis vividos até agora, só tenho gratidão por tudo que a Vida tem me proporcionado. Foi infinitamente melhor que poderia ter imaginado.

E como começou? Com uma escolha, com uma decisão que vinha do coração.

E quanto aos conselhos? Aqueles que continham dicas práticas e positivas usei, e os outros deletei, simples assim!

Boas decisões a todos,

Com amor e torcendo pelos seus sonhos realizados,

Liliana Bauermann

Novo Hamburgo, 16 de abril de 2015.


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