Uma situação bem natural na vida da maioria das pessoas é se
envolver com os problemas dos outros.
Principalmente problemas de familiares (pais, filhos, irmãos),
ou de pessoas bem próximas.
A tendência é querer ajudar, porém o que acontece é que a
maioria de nós sem perceber deseja que o outro faça o que nós pensamos que é o
certo, que resolva do jeito que nós resolveríamos e assim por diante.
E quando isso não acontece, leia-se quase sempre, há brigas,
discussões, cobranças e sentimentos como raiva, frustração, não aceitação e
ressentimentos de ambos os lados.
Nisso tudo há vários entendimentos que todos nós deveríamos ter:
que cada um veio com seus próprios desafios e aprendizados e tem o direito de
resolve-los a seu modo e tempo, pois assim crescerá. Que cada ser tem suas
memórias e seus registros e desta forma tem potenciais e limitações diferentes
dos demais. E o mais importante de tudo isso é o caminho de alma de cada
pessoa. Quem sabe o que a alma do outro tem que aprender através de uma
situação difícil?
Como podemos saber a dificuldade do outro em sair de uma
situação se não somos ele? Como saber o que acontece dentro do coração e da
mente outro? Como saber o que tudo pode estar por baixo de um ‘simples’
problema? E o que você ganha se envolvendo nos assuntos dos outros? Se uma
pessoa atraiu um tipo de situação, tem sua razão de ser.
Pode haver muito mais do que imaginamos. E a menos que a pessoa
de modo aberto e franco peça sugestões, que possamos evitar dar palpites e nos
intrometer. A pessoa pode se distanciar e ficar com raiva, mágoa, ou se sentir
diminuída, rejeitada, tem muita coisa. E cada vez mais aprende a não confiar em
si, mas no que vem de fora. E isto vale para todos nós! E vale também nos
questionarmos porque achamos que temos que nos envolver.
Que possamos aprender a evitar tomar a situação ou comportamentos
diferentes de forma pessoal. A pessoa pode estar tão envolvida que não percebe
como pode estar tratando ou destratando os demais. Ou pode estar necessitando
silêncio e distância mesmo.
Para ajudar, que possamos dar força para a pessoa, dizer que ela
consegue, que persevere, que continue tentando. Que possamos lembra-la das suas
qualidades e pontos fortes. Façamos orações, enviemos amor incondicional,
reiki, chama violeta ou similares. Também ajudamos mantendo a calma, o
centramento, mantendo o amor, carinho e respeito pela pessoa. Isso será sentido
por ela. Ou que possamos até simplesmente ouvi-la, sem julgar, apenas deixando-a
desabafar, sempre ajuda.
Sempre existem grandes aprendizados em situações delicadas,
ainda mais nesses tempos que estamos vivendo, com todos sendo chamados a tratar
questões deixadas de lado às vezes por anos.
Que possamos nos lembrar de que tudo passa e deixar que possa ir
assim como veio e entrar na fluidez, flexibilidade e leveza. Às vezes coisas
muitos boas vem através de problemas que se não tivessem acontecido não teriam
abertos esses caminhos. Que possamos pensar nisso e entrar na aceitação,
respeito e não julgamento das questões dos outros e modo de cada um lidar com
isso. E assim atraímos tudo isso para nós mesmos.
Com amor e carinho,
Liliana Bauermann
São Paulo, 13 de
janeiro de 2016.(imagem retirada da internet)


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