domingo, 24 de janeiro de 2016

QUANDO ISSO VAI TERMINAR?



Quantas e quantas vezes já fizemos esta pergunta em relação aos mais variados assuntos? Seja saúde, um relacionamento, tipo de pessoas específicas, uma situação ou questão que se repete de novo e de novo...

E em quais das vezes nos perguntamos o que exatamente temos a aprender com tudo isso que está acontecendo? Será que já nos perguntamos o que precisamos fazer diferente para que haja alguma mudança? E será que já tomamos todas as atitudes que deveríamos tomar?

Em geral as pessoas reclamam, se lamentam, se irritam, ficam incomodadas, inconformadas e realmente não conseguem entender porque uma situação se repete de novo e de novo como se isso fosse um acaso, maldição, falta de sorte, sina, castigo ou qualquer outro motivo.

Porém, tudo, absolutamente tudo na nossa vida foi atraído por nós mesmos, seja de modo consciente ou inconsciente. Geralmente foi baseado em experiências anteriores (ou de outras vidas) quando algo aconteceu e o desfecho foi de uma maneira dolorida, sofrida, triste, ou seja, desequilibrada. Então agora a mesma situação se repete para que tenhamos a oportunidade de participar ativamente tanto para aprender a lidar com a situação como um todo, quanto para dar um desfecho equilibrado.

As questões de saúde costumam ser as mais doloridas, pois mexem com todo nosso sistema, disposição, ânimo e ainda há a necessidade de tomar medicação, o que traz ainda mais alterações para o sistema como um todo.

Mas nisso se incluem questões de relacionamento, familiares, profissionais, de amizade, e que se repetem indefinidamente, mudando apenas os personagens e o ambiente em volta.

Então antes de nos lamentar, que possamos nos dispor a perguntar o que temos a aprender e o que podemos fazer diferente.

Pois é fato que enquanto não aprendermos a lição, ela ficará se repetindo indefinidamente, às vezes até por uma vida inteira. Triste, mas verdadeiro. E antes que muitos anos se passem e nada fique diferente, que possamos tomar atitudes práticas para equilibrar qualquer que seja a situação. E muitas vezes isso requer mudar de emprego, moradia, cidade, terminar relacionamentos (até amizades), dizer não quando é verdadeiramente isso que queremos falar.

Que durante este processo que possamos aprender a expressar com calma e tranquilidade o que nos incomoda, sem nos fechar e sem querer que os outros adivinhem o que se passa. Pois não vão adivinhar! Menos ainda resolver o caso.

E se precisarmos de ajuda que tenhamos a humildade de buscar, aceitar e perceber o que funciona e o que não funciona para nós, e também que tenhamos persistência para continuarmos até reequilibrarmos todas as questões.

Falo por experiência própria que vale a pena, faz toda a diferença na nossa vida. Nos liberta, traz leveza, realizações, mudanças positivas. E na medida em que vamos equilibrando algumas questões, mesmo pequenas, vamos nos sentindo mais fortes para continuarmos o processo.

Já que os tempos são exatamente para este tipo de transformação, que possamos baixar nossa guarda, mudar paradigmas e abrir nossas cabeças e corações àquilo que pode ser para o nosso bem maior. Que possamos desapegar de velhos modos de ser e pensar, como por exemplo, de nos fazermos de vítimas mesmo de modo inconsciente, para criar novas possibilidades e realidades e sermos quem somos em essência.

E uma vez conectados a nossa essência, tudo vai se reequilibrando de modo simples, os caminhos vão se abrindo e nos descobrimos felizes novamente. E mesmo que os desafios continuem a vir (pois vão continuar), nos sentimos fortes e preparados para lidar com eles. E assim, finalmente, termina um ciclo e depois outro e mais outro.

E depois começam outros novos, mas com alegria, leveza, experiência e assim infinitamente, haja visto que somos eternos.

Experimente, surpreenda a você mesmo!

Com amor,

Liliana Bauermann
 São Paulo, 24 de janeiro de 2016.


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