Quantas e quantas vezes já fizemos esta pergunta em relação aos
mais variados assuntos? Seja saúde, um relacionamento, tipo de pessoas
específicas, uma situação ou questão que se repete de novo e de novo...
E em quais das vezes nos perguntamos o que exatamente temos a
aprender com tudo isso que está acontecendo? Será que já nos perguntamos o que
precisamos fazer diferente para que haja alguma mudança? E será que já tomamos
todas as atitudes que deveríamos tomar?
Em geral as pessoas reclamam, se lamentam, se irritam, ficam
incomodadas, inconformadas e realmente não conseguem entender porque uma
situação se repete de novo e de novo como se isso fosse um acaso, maldição,
falta de sorte, sina, castigo ou qualquer outro motivo.
Porém, tudo, absolutamente tudo na nossa vida foi atraído por
nós mesmos, seja de modo consciente ou inconsciente. Geralmente foi baseado em
experiências anteriores (ou de outras vidas) quando algo aconteceu e o desfecho
foi de uma maneira dolorida, sofrida, triste, ou seja, desequilibrada. Então
agora a mesma situação se repete para que tenhamos a oportunidade de participar
ativamente tanto para aprender a lidar com a situação como um todo, quanto para
dar um desfecho equilibrado.
As questões de saúde costumam ser as mais doloridas, pois mexem
com todo nosso sistema, disposição, ânimo e ainda há a necessidade de tomar
medicação, o que traz ainda mais alterações para o sistema como um todo.
Mas nisso se incluem questões de relacionamento, familiares,
profissionais, de amizade, e que se repetem indefinidamente, mudando apenas os
personagens e o ambiente em volta.
Então antes de nos lamentar, que possamos nos dispor a perguntar
o que temos a aprender e o que podemos fazer diferente.
Pois é fato que enquanto não aprendermos a lição, ela ficará se
repetindo indefinidamente, às vezes até por uma vida inteira. Triste, mas
verdadeiro. E antes que muitos anos se passem e nada fique diferente, que
possamos tomar atitudes práticas para equilibrar qualquer que seja a situação. E
muitas vezes isso requer mudar de emprego, moradia, cidade, terminar
relacionamentos (até amizades), dizer não quando é verdadeiramente isso que
queremos falar.
Que durante este processo que possamos aprender a expressar com
calma e tranquilidade o que nos incomoda, sem nos fechar e sem querer que os
outros adivinhem o que se passa. Pois não vão adivinhar! Menos ainda resolver o
caso.
E se precisarmos de ajuda que tenhamos a humildade de buscar,
aceitar e perceber o que funciona e o que não funciona para nós, e também que
tenhamos persistência para continuarmos até reequilibrarmos todas as questões.
Falo por experiência própria que vale a pena, faz toda a
diferença na nossa vida. Nos liberta, traz leveza, realizações, mudanças
positivas. E na medida em que vamos equilibrando algumas questões, mesmo
pequenas, vamos nos sentindo mais fortes para continuarmos o processo.
Já que os tempos são exatamente para este tipo de transformação,
que possamos baixar nossa guarda, mudar paradigmas e abrir nossas cabeças e
corações àquilo que pode ser para o nosso bem maior. Que possamos desapegar de
velhos modos de ser e pensar, como por exemplo, de nos fazermos de vítimas
mesmo de modo inconsciente, para criar novas possibilidades e realidades e sermos
quem somos em essência.
E uma vez conectados a nossa essência, tudo vai se
reequilibrando de modo simples, os caminhos vão se abrindo e nos descobrimos
felizes novamente. E mesmo que os desafios continuem a vir (pois vão
continuar), nos sentimos fortes e preparados para lidar com eles. E assim,
finalmente, termina um ciclo e depois outro e mais outro.
E depois começam outros novos, mas com alegria, leveza, experiência
e assim infinitamente, haja visto que somos eternos.
Experimente, surpreenda a você mesmo!
Com amor,
Liliana Bauermann
São Paulo, 24 de janeiro de 2016.


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