Na época morei com outra gaúcha que participava dos mesmos
workshops, e também tinha se mudado para SP e trabalharia na mesma clínica.
Demorou, mas a clínica abriu. Foi através dos trabalhos lá que
descobri que Saint Germain era meu Mentor e que Ele tinha muito a passar para
mim. Mas nessa época tudo ainda era muito embaçado e não me parecia que aquilo
pudesse ser verdade. Sim, eu pensava isso!! Como que uma pessoa como eu poderia
ser canal de Saint Germain? Eu não era dessas que via coisas desde pequena, não
era nenhuma ‘santa’ (sou divorciada, etc), nem outras tantas coisas que já
tinha lido. Sem chance...
E a clínica assim como abriu, fechou e eu fiquei sem emprego, sem
renda, sem moradia. (A outra gaúcha se mudou). Um ano depois eu estava com um
problema bem delicado.
Hoje sei da minha total responsabilidade em tudo. Percebi a
situação ficando crítica, mas não sabia o que fazer, até que tudo desabou na
minha cabeça.
Então um daqueles anjos em forma de irmã de alma abriu as portas
da casa para mim onde morei por pouco tempo até mudar para a casa da mãe dela
que era viúva e tanto queria companhia quanto uma renda extra.
Claro que minha mãe quando soube me pediu para voltar (meu pai
sempre respeitou minhas escolhas). Mas eu sabia que não era essa a solução e fiquei.
E aqui estou.
Comecei então a dar aulas de inglês (sou professora também), mas
tentando entender tudo aquilo que parecia uma grande confusão que cada vez
ficava pior.
E eis que mais anjos humanos se manifestaram e comecei a fazer
um tratamento com um coach maravilhoso (Arly Cravo) e com uma senhora curadora
que também é da linha de Saint Germain e cuidou da minha energia. Ia ao coach
toda semana e nela uma vez por mês e isso foi por um ano. Sem falar das
meditações diárias, livros e tudo que fui lendo na internet. Foi um trabalho
intenso.
E esse foi um divisor de águas na minha vida. Tendo muita
energia negativa sendo limpa através da senhora e com as orientações do coach
consegui pela primeira vez me perceber, olhar as coisas todas sob outro ângulo
que não da vítima perdida.
E eis que um belo dia eu cheguei ao coach surpresa e feliz
dizendo: “Me achei”. Achei a linha, achei o caminho de volta para mim. Não
tenho como descrever isso. Só tendo essa percepção. Mas se você não sente isso,
você não se achou, isso não se sabe pela razão, mas pelo sentir da alma!
A partir daí começou uma nova fase, a fase de me re-conhecer, de
me perdoar, de me aceitar, me acolher. Principalmente por ter me achado por um
bom tempo uma tonta e burra que só fazia “coisas erradas” e não sabia nem
cuidar da própria vida direito. Eu tenho que contar que era bem isso que eu
pensava de mim naquela época.
Eu tinha dentro de mim essa parte me acusando e outra dizendo:
continua, vai, mesmo e apesar de tudo. E eu segui a segunda, que parecia louca,
mas de alguma forma sempre me pareceu ser o que deveria fazer.
Depois de me achar, o contato com Saint Germain se aprofundou,
conforme orientações dele fazia atendimentos canalizados, comecei o blog,
comecei a postar as mensagem dEle, textos meus, e depois dEle vieram outros (Sananda,
Kwan Yin, os Arcturianos, etc). Saint Germain depois me contou que eu era um
Canal Multifrequencial, ou seja, posso canalizar frequências diferentes, mas
dentro da mesma egrégora – Grande Fraternidade Branca.
Conheci o ThetaHealing® e através das limpezas de crenças e
acesso a memórias negativas que iam sendo liberadas senti muito espaço se
abrindo. Senti peso, traumas, bloqueios, dor e sofrimento sendo retirados de
éons de tempo. Comecei a atender mas ainda segui com as aulas, até
final de 2014.
O que antes eu apenas ouvia ou entendia em um nível se
aprofundou, comecei a ver além da nossa visão, entro em contato com os Anjos ou
Mentores de clientes, acesso vidas paralelas destes (para limpar memórias), um
Universo imenso continua se abrindo.
Sei que tem muito mais. E sou total e absolutamente grata a
TUDO. Hoje entendo que mesmo o que fiz achando que estava ‘errado’, por fim me
trouxe muito mais do que eu sequer poderia imaginar.
Cresci como ser humano, aprendi a me amar enquanto mulher, a me
aceitar, respeitar e honrar. Coisas que eu nem sabia que existia, que dirá vive-las!
E se sou feliz? SIM! Me sinto imensamente feliz e realizada
pelos poucos passos que já dei e principalmente por mais que ainda vou dar.
Penso que todos temos dentro de nós essas duas vozes: uma
dizendo vai, você consegue e a outra nos impedindo de seguir nosso coração. E
tudo são escolhas. Eu fiz as minhas, paguei os preços, ou seja, assumo as
consequências de tudo e vou seguindo.
Leve, feliz e realizada por estar atendendo e podendo despertar
essas vontades internas, esses anseios da alma que todos temos, principalmente
de modo inconsciente, mas que estão ali, prontos pra se manifestar. Ainda mais
nestes tempos tão especiais que estamos vivendo.
Ser feliz é um direito de todos nós! Que nada nem ninguém nos
segure! Coragem: você também consegue!
(Tem a parte III ainda, que são alguns aprendizados que
compartilho).
Com imensa gratidão e amor
Eu sou Liliana Bauermann
São Paulo, 13 de dezembro de 2016.
Imagem: Internet/Pixabay


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