sexta-feira, 5 de maio de 2017

DA RAIVA AO PERDÃO E À PAZ



Uma das energias mais presentes na maioria de nós é a energia da raiva.

Muitas pessoas chegam a verbalizar constantemente: que raiva disso, que raiva daquela pessoa, que raiva que me dá quem faz tal coisa e assim por diante.

Há muita raiva sendo trazida à tona recentemente, e também há muitos enganos quantos aos motivos dessa raiva toda e aos ditos ‘culpados’.

Todos temos a tendência de criar expectativas quanto a nós mesmos, aos outros, à vida e tudo que faz parte dela. E claro, quanto mais expectativas, mais frustração. E essa frustração traz junto com ela muita raiva.

E a raiva da maioria é de muito tempo, chega a ser de séculos.

E essa energia fica dentro e ao redor de nós e constantemente a liberamos em momentos críticos, de modo desequilibrado em uma ou poucas pessoas que acabam recebendo essa onda de energia desarmonizada.

Faz muito tempo que deixamos de entender e aceitar que assim como nós, todos os demais têm suas escolhas, vontades, qualidades e virtudes e também suas limitações e desafios.

E ficar esperando que os demais sejam tal qual somos é uma perspectiva bem limitada da grandeza e complexidade que envolve a todos nós. Além do que, é até impossível. E ter raiva por isso ou qualquer outro motivo é absolutamente inútil.

Que possamos aprender a aceitar a nós mesmos e todos os demais exatamente como são, sem expectativas e nem julgamentos.

Que possamos nos perdoar por manter essa energia, por manter expectativas e principalmente por acusar, julgar e condenar a nós mesmos e aos demais.

Que possamos entrar na fluidez das emoções e sensações e sempre que sentirmos essa energia em nós, que possamos entrar numa percepção mais profunda de que é desnecessário manter raiva dentro de nós e então permitir que assim como a raiva veio, que possa ir.

Que possamos ter clareza e entendimento que cada um é como é, e que nada é pessoal.

O perdão é um processo. Podemos começar perdoando a nós mesmos por querer ser quem não somos, por nos acusar e julgar, por tomar questões como pessoais, e tudo o mais que estamos pensando ou sentindo. E assim perdoar a todos os demais pelos mesmos motivos.

Estamos num processo coletivo de despertar, de expansão da consciência, de ver e perceber a nós e ao mundo de uma maneira totalmente diferente.

E nesse processo de ver melhor, estamos entrando no jogo de quem é culpado pelo que, quando absolutamente todos nós estávamos inconscientes e sendo manipulados.

Por isso o perdão e o deixar ir. Isso tira o peso que sentimos e nos traz leveza, clareza e discernimento.

E a partir do deixar ir e da percepção e aceitação de nós e das situações de forma mais ampla podemos ter paz.

Podemos começar fazendo as pazes conosco, deixando de nos criticar, acusar e julgar o tempo todo. Isto nos faz ter raiva de nós e, consequentemente, raiva de todos os demais.

Que possamos tirar uns minutos todos os dias para nos aquietar, aceitar, respeitar e principalmente nos amar e acolher. Quando entrarmos nessa energia de amor e acolhimento por nós, o próximo passo será amar e acolher a todos os demais, sem julgamentos. E isto é possível!

Que tal experimentar hoje mesmo? Coloque uma música suave, silencie e acolha-se!

Com amor,

Liliana Bauermann

São Paulo, 5 de maio de 2017.
Imagem: Pixabay


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