Uma das energias mais presentes na maioria de nós é a energia da
raiva.
Muitas pessoas chegam a verbalizar constantemente: que raiva
disso, que raiva daquela pessoa, que raiva que me dá quem faz tal coisa e assim
por diante.
Há muita raiva sendo trazida à tona recentemente, e também há
muitos enganos quantos aos motivos dessa raiva toda e aos ditos ‘culpados’.
Todos temos a tendência de criar expectativas quanto a nós
mesmos, aos outros, à vida e tudo que faz parte dela. E claro, quanto mais
expectativas, mais frustração. E essa frustração traz junto com ela muita
raiva.
E a raiva da maioria é de muito tempo, chega a ser de séculos.
E essa energia fica dentro e ao redor de nós e constantemente a
liberamos em momentos críticos, de modo desequilibrado em uma ou poucas pessoas
que acabam recebendo essa onda de energia desarmonizada.
Faz muito tempo que deixamos de entender e aceitar que assim como
nós, todos os demais têm suas escolhas, vontades, qualidades e virtudes e também
suas limitações e desafios.
E ficar esperando que os demais sejam tal qual somos é uma
perspectiva bem limitada da grandeza e complexidade que envolve a todos nós. Além
do que, é até impossível. E ter raiva por isso ou qualquer outro motivo é
absolutamente inútil.
Que possamos aprender a aceitar a nós mesmos e todos os demais
exatamente como são, sem expectativas e nem julgamentos.
Que possamos nos perdoar por manter essa energia, por manter
expectativas e principalmente por acusar, julgar e condenar a nós mesmos e aos
demais.
Que possamos entrar na fluidez das emoções e sensações e sempre
que sentirmos essa energia em nós, que possamos entrar numa percepção mais
profunda de que é desnecessário manter raiva dentro de nós e então permitir que
assim como a raiva veio, que possa ir.
Que possamos ter clareza e entendimento que cada um é como é, e
que nada é pessoal.
O perdão é um processo. Podemos começar perdoando a nós mesmos
por querer ser quem não somos, por nos acusar e julgar, por tomar questões como
pessoais, e tudo o mais que estamos pensando ou sentindo. E assim perdoar a
todos os demais pelos mesmos motivos.
Estamos num processo coletivo de despertar, de expansão da
consciência, de ver e perceber a nós e ao mundo de uma maneira totalmente
diferente.
E nesse processo de ver melhor, estamos entrando no jogo de quem
é culpado pelo que, quando absolutamente todos nós estávamos inconscientes e
sendo manipulados.
Por isso o perdão e o deixar ir. Isso tira o peso que sentimos e
nos traz leveza, clareza e discernimento.
E a partir do deixar ir e da percepção e aceitação de nós e das
situações de forma mais ampla podemos ter paz.
Podemos começar fazendo as pazes conosco, deixando de nos
criticar, acusar e julgar o tempo todo. Isto nos faz ter raiva de nós e,
consequentemente, raiva de todos os demais.
Que possamos tirar uns minutos todos os dias para nos aquietar,
aceitar, respeitar e principalmente nos amar e acolher. Quando entrarmos nessa
energia de amor e acolhimento por nós, o próximo passo será amar e acolher a
todos os demais, sem julgamentos. E isto é possível!
Que tal experimentar hoje mesmo? Coloque uma música suave,
silencie e acolha-se!
Com amor,
Liliana Bauermann
São Paulo, 5 de maio de 2017.
Imagem: Pixabay


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