Tenho percebido o comportamento de várias pessoas que quando se
enganam, erram, ou cometem atos inconscientes culpam os outros pelo acontecido.
Elas xingam, brigam, ofendem, se revoltam, ameaçam, sentem raiva
e ódio, entre outras coisas. Normalmente não aceitam e nem tomam as devidas
providências para equilibrar a questão primeiramente nelas e se possível nos
eventuais envolvidos.
E podem ficar desde dias até anos revoltadas com a situação, com
outras pessoas, com a vida e com tudo que tem a ver com a questão e o que a
trouxe à tona.
Atualmente, queiramos ou não, tudo está vindo a ser descoberto.
E isto inclusive pode estar relacionado a questões pessoais nossas.
Todos nós já nos enganamos, falhamos, confiamos em quem não
deveríamos, acreditamos em mentiras, entre tantas outras situações. Ou fomos
nós os que fizemos isso com outros.
Entretanto, nos fazer de vítima, de coitadinho, ficar remoendo
rancor e remorso, ficar se culpando e impingindo sofrimentos, desejar o mal do
outro, querer vingança, desfazer amizades, mentir, ou qualquer outra coisa
similar de nada adianta.
Absolutamente nada disso vai resolver ou melhorar a situação, muito
pelo contrário.
Todos temos que aprender a ser humildes e reconhecer quando
falhamos. Isso faz parte de ser humano, faz parte da vida, nos traz
aprendizados e crescimento quando nos permitimos.
O que não deveria fazer parte é continuar no engano, nos fazer
de vítima indefesa e ofendida, culpar-nos e/ou aos demais e manter toda essa
energia dentro de nós.
Esses tempos atendi um senhor bem doente que acreditava piamente
que tinha que sofrer muito para pagar pelos seus atos ‘errados’.
De nada serve esse sofrimento, pode criar doenças, trazer mais
sofrimento e tristeza a nós mesmos, às pessoas próximas e atrasar muito nosso
desenvolvimento e nossa vida.
Que todos possamos entrar na percepção dos nossos comportamentos
e sentimentos e reconhecer estas questões. E depois de reconhecer, aceitar o
que houve, entendendo que agimos e falamos de acordo com nosso grau de consciência
e entendimento a cada momento.
Que possamos assumir nossas eventuais falhas ou enganos e então
nos perdoar e acolher e então perdoar todos os envolvidos. Que possamos nos
aceitar e então dar a intenção e tomar as medidas necessárias para equilibrar
de forma emocional e prática as questões. E assim encerrar essas pendências. Este
é o momento para isso.
Tudo pode ser reequilibrado, basta nos permitir. Que possamos
ser humildes, deixar o orgulho de lado e tomar atitudes para achar nosso norte
e ponto de equilíbrio.
Muitas vezes temos dificuldade em fazer isso sozinhos, vergonha
ou medo de procurar algum tratamento. Como já tenho escrito, há muitos métodos
e profissionais maravilhosos para tratar de tudo isso. Que possamos fazer algo
por e para nós, pelo nosso bem, pela nossa vida e felicidade.
O perdão em todos os casos sempre alivia bastante. Pedir que
seja trazido amor incondicional à nós e a todos os envolvidos da mesma forma
ajuda sem interferir no livre arbítrio dos outros.
Tudo isso é um grande processo, interno e externo. E podemos ir
um dia e um passo de cada vez.
Que possamos viver com bem-estar, em harmonia, em paz, com
tranquilidade e dentro da verdade e integridade primeiramente com nós mesmos.
Com amor,
Liliana Bauermann
(Estou à disposição para maiores informações sobre tratamentos
para estas ou outras questões).
São Paulo, 21 de maio de 2017.
Imagem: Pixabay


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