Dessa praticamente ninguém escapa. Que atire a primeira pedra
quem nunca julgou o outro ou a si mesmo seja pelo que for.
Atualmente isto é bem comum e parece até natural e ‘útil’ ficar
julgando e condenando atos e palavras alheias, como se fossemos perfeitos.
Nós não conhecemos o coração do outro, aliás, nem o nosso. Cada
um foi educado de uma maneira, tem crenças, tem um modo de entendimento e de
percepção do mundo. Todos também temos limitações, falhas e desafios.
Como podemos julgar o outro? Como tomar nas nossas mãos a vida
do outro? Como podemos saber ao certo as intenções, pensamentos e realidade do
outro?
Quando julgamos, estamos acusando e condenando o outro. E
inconscientemente estamos nos acusando, julgando, condenando e atraindo isso para
nossa vida.
O que literalmente a torna um inferno, pois ficamos reféns dos
julgamentos e opiniões alheios e cada vez mais restringimos e limitamos nossa
própria vida e nos tornamos inseguros.
Atualmente há muita manipulação nos incitando a julgar aos
demais.
É um grande desafio sairmos do inconsciente coletivo de
manipulação e ilusão e entrar novamente na percepção e no respeito de nós e dos
demais. Tendo a percepção de que ninguém é mais nem menos.
E todos temos o direito de nos expressar. E caso haja divergências,
sempre é possível fazer colocações com educação e respeito, sem julgar, sem
agredir nem ofender.
Que todos possamos nos perceber e às nossas limitações, faltas e
o quanto temos a crescer, evoluir e melhorar como seres ditos humanos.
E caso uma pessoa esteja totalmente equivocada e percebermos,
que em vez de massacrá-la, possamos conversar com calma e/ou enviar
incondicional, pois de uma forma ou outra ela pode estar perdida e precisando
muito mais de ajuda do que julgamento e condenação, que aumenta ainda mais o
desequilíbrio.
Eu mesma já me enganei inúmeras vezes e não foi por críticas
ofensivas que consegui perceber meu engano. Muito pelo contrário. Quando
pessoas vinham e falavam de modo educado e me questionavam e me faziam refletir
eu podia perceber minha falha e então me corrigir e ajustar.
Que possamos reaprender a ser mais amorosos conosco e com todos
os demais. O amor cura, a acusação e o julgamento só trazem mais disso. Basta
de dor e sofrimento, já foi o suficiente!
Que possamos ser compreensivos, pacientes, acolhedores, que
possamos nos modificar e ao mundo em e através do amor.
Que todos lendo estas linhas sejam envolvidos aqui e agora na
energia do amor incondicional.
Com amor,
Liliana Bauermann
São Paulo, 27 de outubro de 2017.
Imagem: Pixabay

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