segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

OLHAR PARA SI


É fácil e simples olhar para fora, para os outros e ver seus ‘defeitos’ ou limitações. Fazer assim nos tira o tempo e energia de olhar para nós.

Mas estamos sendo chamados a olhar para nós mesmos, nossas escolhas e nossa Vida.

Há os que resistem o quanto podem. Acham que não é com eles, que não está na hora, ou que não estão prontos.

Há os que só vêm o pior em si, se julgam, se culpam e se acham o mais torto que pode haver. E mergulham em tristeza, se fazem de vítima, ou se atiram no desequilíbrio seja qual for o tipo: bebidas, comida, algum vício ou comportamento danoso.

Há os que se veem como perfeitos e certinhos, como se nada mais houvesse a melhorar ou evoluir.

Olhar para si é perceber-se, é observar o que gostamos e o que não gostamos e como nos sentimos nas mais diversas situações. Notar o que nos incomoda e o que nos faz feliz. É olhar para nossas limitações e medos, mas também para nossas virtudes e talentos. Todos temos ambos.

E então perguntar: o que faço ou como lido com tudo isso?

Há diversas opções, tantas quantas podemos imaginar, pois cada um de nós é único e pode achar modos diferentes de integrar estes aspectos.

Podemos perceber que aquilo que achamos um problema tem seu valor se soubermos usar apropriadamente. Podemos ver que com boa vontade e alguns ajustes muito do que temos e somos pode ser inserido no nosso dia a dia.

Ninguém deveria ter vergonha ou receio de ser quem é. Todos temos nossas dores, nossas histórias, bloqueios, inseguranças, virtudes e tesouros. E quando falo em procurar orientação é no sentido de que alguém de fora pode ter ferramentas para nos fazer ver tudo isso melhor e usar para nosso bem. Nada está ‘sobrando’, ou está ‘errado’. Na verdade, podem ser grandes potenciais quando percebidos, unidos e bem utilizados. E se existem tem uma finalidade!

Que possamos nos permitir nos sentir, nos olhar, acolher, aceitar e amar exatamente como somos. Sabendo que já somos bons o suficiente e podemos melhorar mais ainda e o que já temos pode e deve ser compartilhado!

Que o amor incondicional envolva e inspire todos aqui e agora,

Liliana Bauermann

São Paulo, 17 de dezembro de 2018.
Imagem: Pixabay


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