É fácil e simples olhar para fora, para os outros e ver seus ‘defeitos’
ou limitações. Fazer assim nos tira o tempo e energia de olhar para nós.
Mas estamos sendo chamados a olhar para nós mesmos, nossas
escolhas e nossa Vida.
Há os que resistem o quanto podem. Acham que não é com eles, que
não está na hora, ou que não estão prontos.
Há os que só vêm o pior em si, se julgam, se culpam e se acham o
mais torto que pode haver. E mergulham em tristeza, se fazem de vítima, ou se
atiram no desequilíbrio seja qual for o tipo: bebidas, comida, algum vício ou comportamento
danoso.
Há os que se veem como perfeitos e certinhos, como se nada mais
houvesse a melhorar ou evoluir.
Olhar para si é perceber-se, é observar o que gostamos e o que
não gostamos e como nos sentimos nas mais diversas situações. Notar o que nos
incomoda e o que nos faz feliz. É olhar para nossas limitações e medos, mas
também para nossas virtudes e talentos. Todos temos ambos.
E então perguntar: o que faço ou como lido com tudo isso?
Há diversas opções, tantas quantas podemos imaginar, pois cada
um de nós é único e pode achar modos diferentes de integrar estes aspectos.
Podemos perceber que aquilo que achamos um problema tem seu
valor se soubermos usar apropriadamente. Podemos ver que com boa vontade e alguns
ajustes muito do que temos e somos pode ser inserido no nosso dia a dia.
Ninguém deveria ter vergonha ou receio de ser quem é. Todos temos
nossas dores, nossas histórias, bloqueios, inseguranças, virtudes e tesouros. E
quando falo em procurar orientação é no sentido de que alguém de fora pode ter
ferramentas para nos fazer ver tudo isso melhor e usar para nosso bem. Nada está
‘sobrando’, ou está ‘errado’. Na verdade, podem ser grandes potenciais quando percebidos,
unidos e bem utilizados. E se existem tem uma finalidade!
Que possamos nos permitir nos sentir, nos olhar, acolher, aceitar
e amar exatamente como somos. Sabendo que já somos bons o suficiente e podemos
melhorar mais ainda e o que já temos pode e deve ser compartilhado!
Que o amor incondicional envolva e inspire todos aqui e agora,
Liliana Bauermann
São Paulo, 17 de dezembro de 2018.
Imagem: Pixabay

Nenhum comentário :
Postar um comentário