quinta-feira, 13 de junho de 2019

REAPRENDER A AMAR


Pensamos, achamos que amamos, mas em geral há um mal entendimento do que seja amar de fato.

Fácil é amar quem gosta de nós e nos trata bem, amar aqueles com quem simpatizamos, os bonitos, sorridentes. Fácil amar nas férias, nas festas, com dinheiro no bolso e muita saúde.

Mas como fica quando vêm os desafios? Como amamos aquele que nos magoa, nos trai, aquele com quem nosso ‘santo não bate’?

E como amamos sem nos amar primeiro?

Não podemos dar o que não temos, nem exigir isto do outro.

Todos temos que reaprender a amar e amar incondicionalmente, ou seja, sem nenhum “se” – “se” você fizer isto recebe aquilo, isto é negociação.

Amar não é aquela idealização ou ilusão romântica mostrada em filmes, etc.

Amar é aceitar, respeitar, prestar atenção aos detalhes, olhar o outro como ele é, sem julgar, criticar, diminuir, ofender, dominar, manipular, coagir ou humilhar.

Amar é ser gentil, educado. Amar é perdoar. Amar é ser flexível. Amar é dialogar.

Amar é ser sincero, verdadeiro, colocar limites, saber dizer não e saber dizer sim. Saber se posicionar e saber calar quando a palavra em nada vai melhorar a situação.

Amar é saber o tempo de agir e o tempo de esperar.

Amar está nas pequenas gentilezas do dia a dia.

E isto vale para pais, irmãos, amigos, companheiros, colegas, em todos os locais e todas as situações. Em público e quando ninguém está vendo.

Amar é ser íntegro, coerente, justo, honesto, transparente.

Nossa essência é amorosa, fora disso é desequilíbrio que pode e deve ser tratado.

Que todos possamos reaprender a amar, de coração, de fato e de verdade.

E que todos sejam permeados de amor incondicional aqui e agora.

(Vocês já pensaram no significado de amar INCONDICIONALMENTE? Que tal refletir sobre o que isto pode significar?)

Liliana Bauermann

SP 13/06/19

Imagem: Pixabay

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