Pensamos, achamos que amamos, mas em geral há um mal
entendimento do que seja amar de fato.
Fácil é amar quem gosta de nós e nos trata bem, amar aqueles com
quem simpatizamos, os bonitos, sorridentes. Fácil amar nas férias, nas festas,
com dinheiro no bolso e muita saúde.
Mas como fica quando vêm os desafios? Como amamos aquele que nos
magoa, nos trai, aquele com quem nosso ‘santo não bate’?
E como amamos sem nos amar primeiro?
Não podemos dar o que não temos, nem exigir isto do outro.
Todos temos que reaprender a amar e amar incondicionalmente, ou
seja, sem nenhum “se” – “se” você fizer isto recebe aquilo, isto é negociação.
Amar não é aquela idealização ou ilusão romântica mostrada em
filmes, etc.
Amar é aceitar, respeitar, prestar atenção aos detalhes, olhar o
outro como ele é, sem julgar, criticar, diminuir, ofender, dominar, manipular,
coagir ou humilhar.
Amar é ser gentil, educado. Amar é perdoar. Amar é ser flexível.
Amar é dialogar.
Amar é ser sincero, verdadeiro, colocar limites, saber dizer não
e saber dizer sim. Saber se posicionar e saber calar quando a palavra em nada
vai melhorar a situação.
Amar é saber o tempo de agir e o tempo de esperar.
Amar está nas pequenas gentilezas do dia a dia.
E isto vale para pais, irmãos, amigos, companheiros, colegas, em
todos os locais e todas as situações. Em público e quando ninguém está vendo.
Amar é ser íntegro, coerente, justo, honesto, transparente.
Nossa essência é amorosa, fora disso é desequilíbrio que pode e
deve ser tratado.
Que todos possamos reaprender a amar, de coração, de fato e de
verdade.
E que todos sejam permeados de amor incondicional aqui e agora.
(Vocês já pensaram no significado de amar INCONDICIONALMENTE? Que
tal refletir sobre o que isto pode significar?)
Liliana Bauermann
SP 13/06/19
Imagem: Pixabay


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