Como já foi escrito:
“Tudo tem o seu tempo
determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.
Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo
de arrancar o que se plantou;
Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de
edificar;
Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de
dançar;
Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras;
Tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;
Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de
lançar fora;
Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e
tempo de falar;
Tempo de amar, e tempo de odiar;
Tempo de guerra, e tempo de paz”.
(Eclesiastes 3:1-8)
Eu sempre gostei muito desta passagem.
E hoje compreendo bem melhor que para cada coisa há seu tempo. E
cada um de nós tem seu tempo também. E há ainda nosso tempo interno, que é outro
tempo.
E dentro de todos estes tempos, o mais interessante é que existe
somente o aqui e agora. Nada podemos realizar no passado nem no futuro. Só
agora.
A natureza na sua infinita sabedoria nos ensina, entre outras
coisas, que não existe um padrão fixo. No reino vegetal uma espécie pode
demorar anos para crescer, enquanto que neste mesmo tempo outra já nasceu,
floresceu e morreu.
Que saibamos nos conhecer e respeitar nossos tempos, nem
acelerando nem postergando nada.
Mas sim vivendo plenamente cada fase, cada agora que se
apresenta, estando totalmente presentes, não só de corpo presente.
Que saibamos curtir, aproveitar e reconhecer tudo de bom em cada
fase, cada experiência, sem desejar viver o passado de novo e nem querer ou
temer o futuro e coisas que podem nem vir a acontecer.
Que durante todo nosso tempo nesta vida tenhamos muita
sabedoria, discernimento, clareza e percepção para vivê-la de forma total e
inteira.
Pois isso todos temos: uma vida para viver aqui e agora.
Com amor,
Liliana Bauermann
Novo Hamburgo, 27 de maio de 2015.
Imagem: Tempo de Larry Carlson


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