As pessoas choram, ou se lamentam:
Fui roubado, errei, perdi
o emprego, menti, sinto culpa pelo que fiz, fui omisso, fui arrogante, tive
preconceito, julguei, fui malvado, fui negligente, enganei, não consigo perdoar,
tenho medo, falta isso ou aquilo, uma pessoa querida fez a passagem, terminei
um relacionamento...
A lista é quase
infinita.
Podemos chorar um dia ou uma vida por vários motivos.
E todos têm seus motivos, e na verdade é saudável e natural
lamentar ou prantear as perdas.
Mas é importante também avaliar até quando.
De que serve manter os motivos, manter a dor, manter o lamento,
o pranto, a não aceitação, revolta e outros sentimentos negativos às vezes até
por uma vida inteira?
A não ser para aumentar e criar mais dor e mais sofrimento?
E que beneficio pode ter para a nossa vida ou de qualquer outra
pessoa perto de nós mantermos esse padrão por até anos a fio?
Para não trair aqueles a quem magoamos, ou que sofreram por
nossa culpa ou engano? Para ‘pagar’ pelo que fizemos? Porque a vida é assim? Porque
merecemos?
Fomos ensinados que existe mérito no sofrimento, que os
sofredores vão para o céu, que depois de sofrermos coisas boas acontecem, que deus
ou o destino decidiu assim, e muitas outras crenças similares.
Algumas vezes podemos nem nos dar conta conscientemente de que estamos
ou pensamos assim.
Porém pode ser bem diferente, e cabe a cada um de nós tomar a
decisão interna de mudar nosso padrão ou atitude.
Que tal chorar apenas um dia, um breve período, e depois largar,
desapegar, e decidir que daqui em diante chega de choro e lamento e partir para
novas atitudes?
Isso pode ser feito sozinho, através de uma reflexão ou meditação
profunda, pedindo ajuda a algum amigo ou pessoa de confiança, buscando um tratamento
ou terapia até - existem muitas opções - mas continuar na mesma vibração
indefinidamente não deveria ser uma escolha de vida.
A vida é e pode ser vivida com leveza, suavidade, acolhimento, alegria,
abundância, saúde, força, energia e muito mais. Todo o peso emocional negativo
pode e deve ser largado, deixado, transmutado, enviado a luz, e todo espaço
pode ser preenchido com amor incondicional, aceitação, respeito, bondade e
mantendo a decisão interna firme de viver de modo mais leve e feliz.
Dar esse passo é uma
decisão e uma escolha consciente. E essa decisão pode mudar e muito sua vida
hoje mesmo e todos os dias daqui para frente.
Que tal?
Com amor,
Liliana Bauermann,
Novo Hamburgo, 31 de maio de 2015.


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