Teoricamente a resposta deveria ser nós mesmos. Mas na prática não
é bem assim que acontece e por vezes nem percebemos isso.
Vamos vivendo no piloto automático, recebendo conselhos,
sugestões, ordens, cumprindo protocolos, nos organizando em função de datas,
compromissos, e por fim às vezes muitos de nós acabamos vivendo a agenda de
outros.
Às vezes os pais mandam nos filhos já adultos bem além da conta,
quando estes mesmos poderiam cuidar das suas vidas. Então os filhos vão recebendo
conselhos e orientações que geralmente são acatados. Seja para não contrariar,
para não brigar ou porque já virou regra inquestionável.
Outras vezes os filhos mandam nos pais que sem perceber ficaram
sem vida própria, sem escolha, sem liberdade. Ficaram quase reféns dos filhos.
Muitos ficam sob a sombra do companheiro/a por anos a fio,
negando a si mesmo, suas vontades, suas escolhas e tentando ser a pessoa que o
outro criou ou o fez ser.
Há os que ficam escravos do trabalho e toda sua vida e amizades
giram em torno do meio profissional. Ou seja, quando houver qualquer mudança ou
desequilíbrio, a pessoa se sente perdida.
Existe também os que vivem seguindo o que está na moda, aquilo é
socialmente aceito e dito ser ‘certo’, ou o que ‘todos’ fazem e assim também
vão vivendo seus dias sem percepção, nesta roda viva.
E bem recentemente têm aqueles que colocam a culpa de todas suas
mazelas no governo.
Até que um dia a casa cai de alguma forma. Seja através do fim
de um relacionamento, uma situação limite, um emprego que é perdido, ou as
pessoas simplesmente acordam e se dão conta de como estavam vivendo suas vidas
até então.
E nesta hora se sentem perdidas de si e da sua própria
existência. Não sabem mais quem são, o que querem, o que gostam, e
principalmente o que fazer da vida.
E há muitas pessoas exatamente nessa situação agora. E muitos
não sabem nem por onde começar a se reestruturar.
Deixo como sugestão começar a se perceber, estar presente a cada
momento e ir sentindo o que traz alegria e satisfação e o que não faz mais
sentido, observando o que está pesado de levar ou viver ou o que ficou desinteresse.
Aprenda a ficar quieto e se conhecer. Em vez de olhar para os outros, para ‘fora’,
olhe para si, repare em si mesmo. Então comece a observar o que deve ser mudado
e vá se preparando para fazer as mudanças de forma gradual. Nem fazendo tudo de
uma vez, nem postergando indefinidamente esperando que as coisas se ajeitem por
si. Descubra seu ritmo.
Algumas vezes basta entrarmos nessa percepção e ir deixando
claro aos demais que estamos colocando limites e deixando de aceitar tudo
passivamente. E nesse caso é necessário aprender a lidar com a onda contrária
da maioria que se acostumou com a nossa posição passiva e vai reagir. Continue
firme e persevere, com calma e paciência.
É um movimento desafiador e que traz muitos aprendizados,
crescimentos, desenvolvimento e a nossa vida de volta a nós mesmos. O que por
si só vale todo e qualquer esforço.
O importante é perceber que tudo pode ser reequilibrado e harmonizado,
com calma e boa vontade, um passo e um dia de cada vez.
Com amor,
Liliana Bauermann
São Paulo, 11 de fevereiro de 2016.
* Através do ThetaHealing® é possível trazer clareza, percepção
e tratar de forma específica cada pessoa de acordo com sua necessidade para facilitar este processo. Estou à disposição para mais informações.
(imagem retirada da internet)

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