quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

AFINAL, QUEM MANDA NA SUA VIDA?



Teoricamente a resposta deveria ser nós mesmos. Mas na prática não é bem assim que acontece e por vezes nem percebemos isso.

Vamos vivendo no piloto automático, recebendo conselhos, sugestões, ordens, cumprindo protocolos, nos organizando em função de datas, compromissos, e por fim às vezes muitos de nós acabamos vivendo a agenda de outros.

Às vezes os pais mandam nos filhos já adultos bem além da conta, quando estes mesmos poderiam cuidar das suas vidas. Então os filhos vão recebendo conselhos e orientações que geralmente são acatados. Seja para não contrariar, para não brigar ou porque já virou regra inquestionável.

Outras vezes os filhos mandam nos pais que sem perceber ficaram sem vida própria, sem escolha, sem liberdade. Ficaram quase reféns dos filhos.

Muitos ficam sob a sombra do companheiro/a por anos a fio, negando a si mesmo, suas vontades, suas escolhas e tentando ser a pessoa que o outro criou ou o fez ser.

Há os que ficam escravos do trabalho e toda sua vida e amizades giram em torno do meio profissional. Ou seja, quando houver qualquer mudança ou desequilíbrio, a pessoa se sente perdida.

Existe também os que vivem seguindo o que está na moda, aquilo é socialmente aceito e dito ser ‘certo’, ou o que ‘todos’ fazem e assim também vão vivendo seus dias sem percepção, nesta roda viva.

E bem recentemente têm aqueles que colocam a culpa de todas suas mazelas no governo.

Até que um dia a casa cai de alguma forma. Seja através do fim de um relacionamento, uma situação limite, um emprego que é perdido, ou as pessoas simplesmente acordam e se dão conta de como estavam vivendo suas vidas até então.

E nesta hora se sentem perdidas de si e da sua própria existência. Não sabem mais quem são, o que querem, o que gostam, e principalmente o que fazer da vida.

E há muitas pessoas exatamente nessa situação agora. E muitos não sabem nem por onde começar a se reestruturar.

Deixo como sugestão começar a se perceber, estar presente a cada momento e ir sentindo o que traz alegria e satisfação e o que não faz mais sentido, observando o que está pesado de levar ou viver ou o que ficou desinteresse. Aprenda a ficar quieto e se conhecer. Em vez de olhar para os outros, para ‘fora’, olhe para si, repare em si mesmo. Então comece a observar o que deve ser mudado e vá se preparando para fazer as mudanças de forma gradual. Nem fazendo tudo de uma vez, nem postergando indefinidamente esperando que as coisas se ajeitem por si. Descubra seu ritmo.

Algumas vezes basta entrarmos nessa percepção e ir deixando claro aos demais que estamos colocando limites e deixando de aceitar tudo passivamente. E nesse caso é necessário aprender a lidar com a onda contrária da maioria que se acostumou com a nossa posição passiva e vai reagir. Continue firme e persevere, com calma e paciência.

É um movimento desafiador e que traz muitos aprendizados, crescimentos, desenvolvimento e a nossa vida de volta a nós mesmos. O que por si só vale todo e qualquer esforço.

O importante é perceber que tudo pode ser reequilibrado e harmonizado, com calma e boa vontade, um passo e um dia de cada vez.

Com amor,

Liliana Bauermann
 São Paulo, 11 de fevereiro de 2016.

* Através do ThetaHealing® é possível trazer clareza, percepção e tratar de forma específica cada pessoa de acordo com sua necessidade para facilitar este processo. Estou à disposição para mais informações.



(imagem retirada da internet)

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