Ontem assisti a um filme* que me inspirou essas linhas, e que me
lembrou de uma frase de Madre Tereza: “No final, tudo é entre você e Deus”.
O filme se tratava de uma mulher que nos últimos 10 anos tinha deixado
de viver sua vida, de sair, de se divertir e se relacionar para cuidar da mãe
com Alzheimer. Sua vida se resumiu a trabalhar e cuidar da mãe no hospital. (Não
vou contar mais, pois detesto que me contem sobre um filme que não assisti,
portanto, não vou fazer o mesmo).
De forma alguma quero dizer que um filho/a não deve cuidar dos
pais, ou vice-versa.
Porém, assim como nesse caso, há diversos outros em que as
pessoas deixam de viver suas vidas, deixam de ser felizes por causa de outra
pessoa.
Há diversas pessoas que estão dentro de um relacionamento sem
amor, estão infelizes, mas pensam que a responsabilidade é do outro, que
deveria ser ou fazer coisas de outro modo. Ou alguém o traiu de alguma forma e nunca
mais vão acreditar, confiar e se entregar a alguém.
Outras vivem seus dias apenas criando os filhos. E depois estes
terão a conta do sacrifício para pagar.
Há quem fique anos a fio num emprego que não gosta culpando o
chefe ou algum colega. Ou foi despedido e culpando o outro da mesma forma.
Outros têm dinheiro de alguma forma para receber de alguém e não
fazem nada a não ser esperar para então fazerem algo da sua vida.
Muitos obedecem cegamente outra pessoa (seja um dos pais, um
líder religioso, etc.) e deixam de escolher e fazer o que querem.
Há também quem culpe alguém por ter-lhe feito algum trabalho,
magia negra, etc. e assim fechado definitivamente todas suas portas e
possibilidade de ser feliz para sempre.
E as pessoas dentro dessas situações e outras similares vivem
suas vidas culpando outra pessoa pela sua falta de liberdade, pelas desgraças,
dificuldades ou sacrifícios da sua vida.
E se qualquer uma dessas pessoas perguntar a quem está lhe
tirando a liberdade, oportunidade, tempo de vida, etc., se ela quer que isso seja
assim, se ela realmente deseja isso para este outro, a resposta será “não”. Podem
ter certeza de que a maioria dos ‘culpados’ sequer imagina que está fazendo
esse ‘mal’, ou se sabe, não deseja esse peso e, às vezes, não tem sequer como
expressar isso.
Por isso que deve haver momentos em que possamos nos aquietar,
nos perceber e reparar nas nossas escolhas e vidas antes de acharmos que
estamos velhos demais, que é tarde demais, ou que não tem mais jeito.
Tudo tem jeito, tudo tem solução. E sempre é possível equilibrar
essas situações, e ainda assim viver, ainda assim sair, ainda assim se divertir,
ainda assim ter um companheiro amoroso, ainda assim ter uma boa renda, e tudo
mais que possamos imaginar, querer ou desejar.
O Universo é inerentemente generoso, amoroso, criativo,
abundante. Observe a beleza da natureza, das plantas, flores, a imensidão do
mar, as infinitas estrelas. Tudo é belo, harmonioso, abundante, vivo! Tudo é
energia de vida e amor fluindo.
Permita que a sua vida flua, permita que o Amor flua em e
através de você. Seja você quem acolhe a você mesmo, quem ama a você mesmo,
quem aceita e respeita a você mesmo, quem confia e acredita em você. Seja você
aquele que deseja seu maior bem, felicidade, alegrias, sonhos realizados,
liberdade, plenitude.
Isso é possível aqui e agora. Assuma a responsabilidade pela sua
vida, pelas suas escolhas, pela sua alegria. Quando você deixa de dar a
qualquer outra pessoa poder sobre sua vida, este poder é todo seu. Sempre foi. Porém
nos esquecemos disso. E agora é chegada a hora de tomarmos nossa vida, nossa
caminhada, nossa felicidade em nossas mãos de volta.
Quando do fundo do coração desejamos algo e usamos toda nossa
força, sabedoria, poder e amor, movemos ‘montanhas’.
As pessoas e situações que podem nos auxiliar aparecem. Atreva-se!
Atreva-se a mover-se em favor de você mesmo, seus sonhos, sua
realização, sua felicidade. É possível conciliar muitas situações e ser feliz. Não
deixe nada nem ninguém o impedir.
E por fim, vai perceber que tudo é entre você e você mesmo. E depois
entre você e Deus, ninguém mais!
Seja feliz!
Com amor,
Liliana Bauermann
São Paulo, 15 de
fevereiro de 2016.(* O Filme é "Anjo de Vidro")
(imagem retirada da internet)


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