Atualmente muitas pessoas têm tido problemas com as relações
sexuais, desde falta de vontade, dor, não sentir prazer, há muito envolvido e
normalmente há o calar sobre esse assunto até com médicos ou terapeutas.
E o motivo principal? Vergonha.
Existe na memória inconsciente de praticamente todas as mulheres
registros do tanto que fomos humilhadas, abusadas, mal tratadas, do tanto de
dignidade, valor, autorrespeito, amor próprio e autoestima que foram tirados de nós
ao longo de séculos, que internamente acabamos acreditando que éramos menos e valíamos
menos.
Infelizmente tudo isso e muito mais está ainda dentro do que
chamo de nosso sistema (físico, mental, emocional e energético).
E especialmente neste período que estamos vivendo quando tudo
está vindo à tona, essas questões também estão sendo trazidas para serem
reequilibradas e alicerçadas sob novas bases.
Fica bem delicado uma mulher sentir-se totalmente à vontade numa
relação com tanta coisa guardada. Algumas vezes ela mesma se coloca em relações
sem amor, outras ama, mas não há a cumplicidade e atenção que queria, muitas
ficam sem relacionamento nenhum e há as que acabam se comportando como
ninfomaníacas, mas se formos averiguar, estão forçando um comportamento para se
sentirem amadas e desejadas. Sem falar das inúmeras que fingem um orgasmo que nunca
houve.
Muitas sentem vergonha dos seus corpos haja visto a
supervalorização da aparência daquilo que é dito bonito, excluindo todo o mais.
Outras sentem-se tão cansadas com as atividades do dia a dia
devido a dupla jornada ou acumulo de tarefas que não tem ânimo para nada.
E agora falando de homens, alguns são insensíveis, outros
repetem padrões de ‘macho’, que sabe tudo, pois assim foram ensinados ou
igualmente copiaram modelos. Há os que ‘pegam’ todas, os que abusam e são
desrespeitosos, há os tímidos e inseguros, há aqueles que não se preocupam com
o prazer da companheira e uns ainda que nem sabem que mulher também goza. Há os
que têm problemas de ereção, ejaculação precoce e outros tantos têm medo de se
relacionar de forma profunda e se entregar. E também muitos têm culpa inconsciente
pelo fizeram ou fazem com muitas mulheres e/ou homens.
Há as crenças coletivas de ambas as partes de que ‘homens são todos
galinhas’ e de que ‘mulher nenhuma presta, ou é tudo p***’ e as derivações destas.
Há a cópia de padrão do relacionamento dos pais ou parentes que
afeta ambas as partes.
Há as questões de traição, uma das que mais pesam, pois há perda
da confiança e amor próprio.
Há medos, traumas, choques, bloqueios e também muita culpa por
sentir prazer e ser feliz.
E o que fazer com tudo isso?
Primeiramente entrar na percepção do que realmente sentimos, como
nos sentimos e então nos aceitar e respeitar. Parar de nos sentir errados,
inadequados, culpados, etc.
Uma questão bem importante dentro de um relacionamento é o
dialogo. Ninguém é adivinho. Um parceiro não tem como adivinhar o que o outro
espera dele. E principalmente é importante largar prejulgamentos, do tipo se
eu falar isso agora o que ele/a vai achar? Se nunca falar, nunca vai saber,
menos ainda resolver. Que possamos entrar numa energia de acolhimento, de
respeito, de entendimento, de amor.
Infelizmente o sexo acabou se tornando banal, pega um/a hoje,
outro/a amanhã, mas no fundo mesmo, estes estão sentindo-se vazios e
solitários, independente do número de parceiros que têm.
Na verdade todos queremos amar e sermos amados como somos, pelo
que somos, não entrar numa competição louca de quem pega mais e faz mais... Isto
está longe de ser amor, longe de fazer bem e mais longe ainda de trazer
alegria, satisfação e plenitude a quem quer que seja.
E quem sentir que precisa, busque ajuda! Procurar ajuda é um ato
de amor, consideração e respeito por si mesmo. Pode ser desde conversar com uma
pessoa em quem confia, ler e se informar sobre esse assunto ou então buscar um
profissional de sua confiança. Não fazer ‘nada’, não vai resolver ‘nada’.
Aprenda a se conhecer, a se perceber, sentir o que gosta e o que
não. E depois entre na aceitação, acolhimento e no amor por quem você é e como
você é. Cada um de nós é único, diferenciado. Ame-se, aceite-se e o sexo
maravilhoso será uma gostosa consequência.
Com amor,
Liliana Bauermann
São Paulo, 26 de julho de 2016.
*Como terapeuta e médium facilito tratamentos onde essas
questões podem ser reequilibradas (inclusive relacionadas a outras vidas). Entre
em contato para mais informações!
Imagem de Alex Grey.


Nenhum comentário :
Postar um comentário