Muitas pessoas contam que fazem orações, rezam e pedem muitas
coisas a Deus. E algo que sempre chama bastante atenção é o quanto ainda ficam
preocupadas e ansiosas quanto às questões que motivaram o pedido.
Um caso bem recente foi essa semana quando uma pessoa pediu para
eu ajudar um familiar doente. Porém ao longo da conversa essa pessoa me falou o
quão preocupada e ansiosa está, que vem orando e pedindo a Deus o
restabelecimento do familiar, etc.
Então eu perguntei para ela o porquê de continuar tão ansiosa e
preocupada se ela já havia pedido ajuda a Deus, e se Deus não ajudar, quem
melhor o faria? A pessoa riu.
Pois eu fiquei pensando no que nos levou a ficar tão
desconfiados e descrentes, pois este é um caso bem recorrente.
Lembrei então do tanto de medo que nos colocaram desde a
infância de que Deus é bravo (ouça os trovões, é ‘deus’ bravo com você! – quem
nunca ouviu?), que castiga, vigia, pune e é vingativo. Do quanto é contado e
perpetuado que ‘deus’ julga e depois condena (=você vai para o inferno).
E o que fica disso: confiança e amor? Claro que não! Ficamos com
medo, mesmo sem querer ou sem ter muita consciência desse tipo de medo.
E mais, sendo ‘todos filhos de deus’, no que nos tornamos? A semelhança
de qual parte exatamente?
O que aconteceu? Fomos
ouvindo uma sentença aqui, uma ameaça ali, fomos limitados acolá, e dia a dia,
ano a ano foi sendo formado um sistema de crenças e depois nem nós mesmos
entendemos exatamente como ficamos com a nossa vida, realidade e ideias tão
restritas e incoerentes.
Tudo isso nos faz viver com culpa, vergonha, sentindo-nos
indignos e nos faz perder a autoestima, o amor próprio, a confiança em nós, no
outro e em qualquer divindade. Pois se realmente confiássemos num Ser dito poderoso
quem de nós se preocuparia com coisa alguma?
Este é um trabalho profundo de autopercepção, observação e
reconhecimento para separarmos dentro de nós mesmos aquilo em que NÓS
acreditamos e principalmente sentimos como sendo verdadeiro, e todo o lixo em
forma de preconceito, inverdades, julgamentos, incoerências e limitações ao
qual por séculos fomos submetidos.
E no momento em que conseguimos achar o fio da meada de nós
mesmos, que sejam vislumbres de quem realmente somos, a partir desse momento tudo
muda. Nossa percepção muda, nossa mente muda, nossas verdades mudam, nossos
comportamentos mudam.
É um misto de alegria e saudade. Saudade de quem somos e alegria
do reencontro com partes nossas há muito largadas num canto escuro da nossa existência.
Depois desse momento, nada mais tem volta. A consciência um dia
expandida não volta mais à limitação anterior.
E isso é uma benção inimaginável de satisfação, de alegria, do
vazio que some, do sentido que a vida e tudo nela ganha. Tudo se completa, mesmo
sem o total entendimento ainda.
Há bem-estar, tranquilidade, calma, compreensão, esperança e a
confiança volta. Pois nos reconhecemos, nos achamos, podemos confiar em nós novamente,
pois sabemos, sentimos quem somos.
E uma vez que nos achamos, descobrimos em nós muitas qualidades,
muitas virtudes, dons e talentos, e da mesma forma poderemos encontrar o mesmo
em todos os demais.
E verdadeiramente somos muito, mas muito mais do que nos fizeram
acreditar que éramos. Somos TODOS muito talentosos, todos temos muito valor,
todos temos muita sabedoria e dons a compartilhar com todos os demais. E longe
de ser vaidade, isso é o transbordar de nós. Temos tanto que transbordamos e
compartilhamos, mas com amor.
Volte a confiar em você mesmo, na vida, no universo. Volte a
acreditar em milagres. Você aqui, agora, vivo, lendo é um grande milagre! E há
muito dentro de você esperando apenas ser descoberto, ser percebido para então
você entender o que está sendo passado e muito, muito mais do que isso, pois há
muito mais! O Universo é rico e abundante e assim todos somos ricos e
abundantes de dons e sabedorias.
E dentro desta perspectiva aí sim, somos todos unos com o
Criador, mas um Criador pacífico, acolhedor, misericordioso, sábio, justo,
íntegro, expansivo, abundante e extremamente amoroso, em quem podemos confiar,
pois confiamos em nós e reconhecemos a mesma energia.
Com amor,
Liliana Bauermann
São Paulo, 17 de julho de 2016.
* Como terapeuta e médium facilito tratamentos onde é possível
liberar as questões negativas acima e outras e acessar dons e talentos natos. Entre
em contato para mais informações.
Imagem: aurora boreal - retirada da internet.


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