Você é como é, cada um é como é. Parece bem simples, mas na
verdade a maioria nem se aceita e muito menos aceita os outros como são.
Cada um de nós é um conjunto de muitos aprendizados, crenças,
instrução formal e informal, valores culturais, educação de pais e/ou
responsáveis, experiências, vivências, dores, sofrimentos e tudo o mais que envolve
uma vida ao longo de muitos anos.
Porém, mesmo que todos saibamos disso, invariavelmente acabamos tomando
muitas palavras e atos dos demais como pessoais.
Às vezes fomos traídos, outras vezes vítimas de mentiras, coisas
ou dinheiro foram e nunca voltaram, houve ajudas nunca retribuídas, podemos ter
sido insultados, ofendidos, magoados, abandonados, há inúmeras possibilidades. Até
a de que nós mesmos termos praticado alguns desses atos citados.
E então conforme a reação de cada um, poderá haver desentendimentos,
brigas, discussões, xingamentos, pragas, maldições, laços desfeitos, vinganças
de todos os tipos (inclusive ‘ataques=magias’), e também há os que se fecham,
se calam e ficam sofrendo em silêncio.
Tudo isso pode durar um curto período de tempo, anos a fio ou
até uma vida inteira. Infeliz realidade de muitos, pois o resultado sempre é o
desequilíbrio de uma ou várias áreas da vida, sendo a saúde a mais afetada ao
longo do tempo. E muitos não fazem essa associação. Citam motivos externos como
responsáveis e a genética entra também. Sendo que pode muito bem uma família
ter questões específicas de saúde pois a maioria tem dificuldades em lidar com
determinadas questões e estas passam através de gerações sem que haja o aprendizado
necessário para quebrar isso.
Todos nós entramos nessas questões, todos tomamos coisas como
pessoais e acabamos culpando os outros pelas mazelas que nos acontecem. E quanto
mais fazemos isso, mais aparecem pessoas e situações de conflito e mais disso atraímos
para nossa vida. Então nos achamos os coitadinhos e vítimas, começamos a andar em
círculos e nada tem a menor perspectiva de mudar ou ser diferente, aliás,
apenas piora.
Ter a consciência disso tudo ajuda muito, pois através dessa
percepção podemos entrar na aceitação de nós mesmos e do nosso modo de ser e
agir e então aceitar todos os demais e seus respectivos modos de ser e agir. Isso
não tem a ver com gostar e/ou concordar com pontos de vista diferentes, mas sim
entender que cada um de nós tem seu grau de consciência e está num grau de
evolução e conforme esse entendimento age. Sob este ponto de vista, deixamos de
ser o ‘alvo’ de qualquer ato ou pessoa, para sermos aqueles que devem expandir
sua percepção e aprender o que está sendo ensinado.
E isso só é possível após a aceitação, pois se negamos algo,
teoricamente este algo ‘não existe’ e sendo assim nada há a ser feito.
Quando aceitamos, podemos nos ver e aos fatos e pessoas com
clareza e discernimento. Essa percepção nos ajuda a sair da reação impensada e automática
que geralmente nos traz arrependimentos. Com entendimento podemos perdoar o que
houve, perdoar tanto se nós fizemos algo, quanto quem nos fez e então refletir
em como lidar com tudo, mas de forma calma, equilibrada e com dignidade. Nem aos
gritos ou qualquer outro tipo de ‘ataque’ e nem com omissão.
Os tempos que estamos vivendo são de oportunidades para
liberarmos todas essas questões do nosso ser e sistema e desapegar de todo
sofrimento de uma vez por todas. Tudo isso tem nos impactado por séculos, tem
nos feito ser maus, vingativos, pesados, injustos, tristes, infelizes, depressivos
e tantos outros desequilíbrios.
E nada disso ressoa com o que o nosso coração está tentando nos
mostrar: que pode ser diferente. Há como mudar tudo, há como todos juntos
criarmos uma nova realidade, onde haja paz, justiça, bem, alegria, felicidade, equilíbrio
e harmonia pra TODOS. Todos somos dignos e merecedores de vivermos bem.
Dá trabalho? Sim, dá! Temos que rever conceitos, temos que
começar a ter atitudes diferentes, temos que fazer valer nosso ‘sim’ – eu quero
isso - e nosso ‘não’ – não quero mais isso. Temos que dar um basta a muitas
situações indignas. Temos que parar de nos permitir tomar tudo como pessoal,
parar de reagir de modo impensado ou de sermos omissos.
E uma vez que começamos todos esses movimentos, surge uma força
adormecida, surge inspiração, novas ideias, surge vontade de viver melhor e
percebemos que há muitos mais nesta mesma percepção. E assim, fazendo pequenos
movimentos novos e diários podemos restabelecer o bem-estar e equilíbrio no
nosso corpo e na nossa vida, e então ao nosso redor, pois tudo é uma coisa só.
Com amor,
Liliana Bauermann
São Paulo, 10 de setembro de 2016.
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Imagens retiradas da internet.


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