segunda-feira, 5 de setembro de 2016

ENERGIA DA VERGONHA



Você sente vergonha? De alguém, de alguma coisa que fez ou fizeram com você? Ou de você mesmo?

Eu posso dizer que tinha vergonha de muitas coisas até um tempo atrás.

Hoje acho graça que tinha vergonha até de procurar ajuda com um terapeuta, pois teria que contar da minha incapacidade em lidar com as questões que tinha naquela época, e do modo como minha vida estava virada do avesso, literalmente.

Mas mesmo e apesar da vergonha e de recursos escassos, fiz um trabalho com um coach excepcional e com outra pessoa que cuidou da minha saúde e energia e hoje afirmo que isso fez toda diferença na minha vida. Se hoje faço o que faço (atendo com terapias, escrevo, me descobri médium, etc.) é porque deixei a vergonha de lado e fui procurar ajuda séria.

Desde então tenho percebido que muitos de nós têm questões em relação à vergonha.

Aí entra vergonha do corpo, da família, das condições que temos ou não, do que podemos ou não fazer, de coisas que fizemos, daquelas que aconteceram conosco e assim por diante.

Muitos sentem-se inadequados ou que não são bons o suficiente como pessoa, profissional ou em alguma área.

Nos mais jovens então, a coisa é mais intensa, tudo é ‘mico’. Copiam comportamentos e padrões para sentirem-se aceitos.

A energia da vergonha paralisa, aprisiona, traz medo de que a questão se repita, ou se fomos nós que fizemos algo, de que seja descoberto. Nos fechamos e ficamos desconfiados.

Mas do que serve manter isso? O que pode trazer de bom à nossa vida ficar com essa sensação? A não ser nos fazer sentir inferiores, fracos, impotentes, humilhados e mais um tanto de outras emoções e sentimentos similares?

Em algum momento todos temos que entrar nessas questões para trazer de volta o equilíbrio em tudo que envolve a vergonha na nossa vida e ganhar a liberdade de volta.

Como já escrevi em outros textos, o perdão pode ajudar e muito! Perdoar quem e o que foi feito e nos perdoar por nos colocarmos numa situação assim ou por termos feito algo de que hoje nos envergonhamos.

Penso que muito disso vem da manipulação que temos sofrido há séculos, de tantas mentiras e ilusões que fomos acreditando até que chegamos ao ponto de ter vergonha de nós mesmos, de quem e como somos, e atualmente do nosso corpo. Como se fosse ‘errado’ ser quem somos e um horror estar fora dos ‘padrões estabelecidos’. Como se pudesse haver um padrão para a rica diversidade da qual fazemos parte.

Muitos acabaram praticando atos inconscientes ou impensados para revidar e/ou fazer outros serem humilhados como se sentiram em algum momento.

Quando deixamos de nos perceber e ficamos inconscientes de nós mesmos, de quem somos e de todo potencial que temos ficamos à mercê de incontáveis inverdades a respeito de nós, da nossa singularidade, autenticidade e de dons e talentos únicos que cada um de nós é portador desde que nasceu.

Na medida em que ‘padrões’ foram sendo criados e tudo que estava fora tinha ‘problemas’, isso nos fez ter vergonha de quem somos, pois não nos encaixamos nos tais padrões.

Mas para que servem esses padrões? Para que servem tantos “tem que”, a não ser para nos diminuir, engessar, tirar a liberdade e perder a confiança em nós mesmos e no nosso coração?

Que todos possamos começar a ‘acordar’ no sentido de nos perceber e entender que cada um é único, diferenciado, nem melhor nem pior que qualquer outro.

Não há um só de nós desprovido de dom ou talento para algo específico. Quando seguimos padrões e normas em vez de seguir nossa intuição, coração ou sonho nos perdemos de nós mesmos e assim fica até natural ter vergonha de nós mesmos, pois sob este ponto, realmente não sabemos mais quem somos. E como confiar se não sabemos ao certo em quem nos tornamos?

Então, que possamos refletir profundamente sobre as questões das quais podemos sentir algum tipo de vergonha e exercer o perdão, aceitação e/ou procurar algum tratamento, pois algumas questões podem ter sido traumatizantes.

Lembrando que podemos a qualquer momento voltar a seguir nosso coração, nos perceber, amar e aceitar na perfeição que já somos!

Com amor,

Liliana Bauermann

São Paulo, 05 de setembro de 2016.

* Através de tratamento essas questões podem ser reequilibradas. Entre em contato para mais informações.
 
Imagem retirada da internet

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