Você sente vergonha? De alguém, de alguma coisa que fez ou
fizeram com você? Ou de você mesmo?
Eu posso dizer que tinha vergonha de muitas coisas até um tempo
atrás.
Hoje acho graça que tinha vergonha até de procurar ajuda com um
terapeuta, pois teria que contar da minha incapacidade em lidar com as questões
que tinha naquela época, e do modo como minha vida estava virada do avesso,
literalmente.
Mas mesmo e apesar da vergonha e de recursos escassos, fiz um
trabalho com um coach excepcional e com outra pessoa que cuidou da minha saúde
e energia e hoje afirmo que isso fez toda diferença na minha vida. Se hoje faço
o que faço (atendo com terapias, escrevo, me descobri médium, etc.) é porque
deixei a vergonha de lado e fui procurar ajuda séria.
Desde então tenho percebido que muitos de nós têm questões em
relação à vergonha.
Aí entra vergonha do corpo, da família, das condições que temos
ou não, do que podemos ou não fazer, de coisas que fizemos, daquelas que
aconteceram conosco e assim por diante.
Muitos sentem-se inadequados ou que não são bons o suficiente como
pessoa, profissional ou em alguma área.
Nos mais jovens então, a coisa é mais intensa, tudo é ‘mico’. Copiam
comportamentos e padrões para sentirem-se aceitos.
A energia da vergonha paralisa, aprisiona, traz medo de que a
questão se repita, ou se fomos nós que fizemos algo, de que seja descoberto. Nos
fechamos e ficamos desconfiados.
Mas do que serve manter isso? O que pode trazer de bom à nossa
vida ficar com essa sensação? A não ser nos fazer sentir inferiores, fracos, impotentes,
humilhados e mais um tanto de outras emoções e sentimentos similares?
Em algum momento todos temos que entrar nessas questões para
trazer de volta o equilíbrio em tudo que envolve a vergonha na nossa vida e
ganhar a liberdade de volta.
Como já escrevi em outros textos, o perdão pode ajudar e muito! Perdoar
quem e o que foi feito e nos perdoar por nos colocarmos numa situação assim ou
por termos feito algo de que hoje nos envergonhamos.
Penso que muito disso vem da manipulação que temos sofrido há
séculos, de tantas mentiras e ilusões que fomos acreditando até que chegamos ao
ponto de ter vergonha de nós mesmos, de quem e como somos, e atualmente do
nosso corpo. Como se fosse ‘errado’ ser quem somos e um horror estar fora dos
‘padrões estabelecidos’. Como se pudesse haver um padrão para a rica
diversidade da qual fazemos parte.
Muitos acabaram praticando atos inconscientes ou impensados para
revidar e/ou fazer outros serem humilhados como se sentiram em algum momento.
Quando deixamos de nos perceber e ficamos inconscientes de nós
mesmos, de quem somos e de todo potencial que temos ficamos à mercê de
incontáveis inverdades a respeito de nós, da nossa singularidade, autenticidade
e de dons e talentos únicos que cada um de nós é portador desde que nasceu.
Na medida em que ‘padrões’ foram sendo criados e tudo que estava
fora tinha ‘problemas’, isso nos fez ter vergonha de quem somos, pois não nos
encaixamos nos tais padrões.
Mas para que servem esses padrões? Para que servem tantos “tem
que”, a não ser para nos diminuir, engessar, tirar a liberdade e perder a
confiança em nós mesmos e no nosso coração?
Que todos possamos começar a ‘acordar’ no sentido de nos
perceber e entender que cada um é único, diferenciado, nem melhor nem pior que
qualquer outro.
Não há um só de nós desprovido de dom ou talento para algo
específico. Quando seguimos padrões e normas em vez de seguir nossa intuição,
coração ou sonho nos perdemos de nós mesmos e assim fica até natural ter
vergonha de nós mesmos, pois sob este ponto, realmente não sabemos mais quem
somos. E como confiar se não sabemos ao certo em quem nos tornamos?
Então, que possamos refletir profundamente sobre as questões das
quais podemos sentir algum tipo de vergonha e exercer o perdão, aceitação e/ou procurar
algum tratamento, pois algumas questões podem ter sido traumatizantes.
Lembrando que podemos a qualquer momento voltar a seguir nosso
coração, nos perceber, amar e aceitar na perfeição que já somos!
Com amor,
Liliana Bauermann
São Paulo, 05 de setembro de 2016.
* Através de tratamento essas questões podem ser reequilibradas. Entre em contato para mais informações.
Imagem retirada da internet


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