Tenho escrito sobre o nosso processo e suas fases, e uma das
coisas mais importantes desta fase é o desapegar e então aceitar.
E desapegar significa que atitudes práticas devem ser tomadas
para nos desligarmos tanto de situações quanto pessoas que não ressoam mais com
nossa vida, princípios ou novo modo de ser.
Neste período todos estamos tendo a chance de reavaliar nossas
vidas e valores, e alguns estão decidindo continuar vivendo na inconsciência, teimosia,
resistência, vícios, ou seja lá o que for.
E devido a isto estão tendo sérios problemas, seja de saúde, financeiros,
relacionamento, trabalho ou outros.
E muitos de nós ao ver uma pessoa muito querida nessa situação
queremos a todo custo ajudar e fazer a pessoa tomar outras atitudes e
naturalmente ‘sofrer menos’, sob o nosso ponto de vista.
Mas, nisso deveria entrar a nossa aceitação de que a pessoa tem
o direito de viver o que está escolhendo, mesmo e apesar de que isso possa
trazer dor, sofrimento, limitação ou qualquer outro tipo de experiência similar.
Temos que aprender a respeitar o modo como a pessoa escolhe
viver, o nível que ela está e os desafios que ela mesma se propôs para este
período.
Podemos sim, nos colocar à disposição CASO e SE ela pedir e
aceitar. E se esse for o caso, fazer o que estiver ao nosso alcance e sem
expectativas, pois mesmo assim ela ainda pode querer continuar a viver o que
ela está vivendo.
Lembrando que temos uma visão muito parcial e limitada sobre o
que seja um caminho de alma e seus aprendizados, seja do nosso, que dirá do
outro. Pode muito bem uma situação limite trazer com ela uma grande cura.
Ressaltando também que quando insistimos em nos meter e impor
nossa vontade ou ajuda, quando decidimos tomar parte de tudo isso, de muitos
modos ‘atrasamos’ a nossa vida e a nossa caminhada.
Pois em vez de seguirmos e vibrarmos no novo, ficamos presos a
essas pessoas, situações e energias de conflito. Seria o equivalente a escolher
colocar nosso tempo e energias no lixo. Ou pior ainda, perdermos o rumo também.
Sem falar na arrogância de achar que podemos mudar uma pessoa ou situação, ou
saber o que é melhor para o outro.
Quando e se a pessoa quiser mudar, ela mesma tomará as devidas
providências. Pois neste ponto estará pronta para tudo que envolve uma mexida
na vida. E aí que vem nosso desafio de desapegar e aceitar pois isso pode levar
um bom tempo (até toda uma vida!).
E faz parte desse desapego literalmente sair de cena, ou seja,
finalizar o que há ou aumentar a distância entre nós e essas pessoas ou
situações. É delicado, mas deve ser feito para o nosso próprio bem e
crescimento.
Pode também acontecer do nosso exemplo de continuar andando e
fazendo as mudanças inspirar essas pessoas bem mais do que palavras, conselhos
ou qualquer tipo de ajuda.
Sempre podemos continuar amando de longe, podemos continuar
querendo bem todas essas pessoas, mas sem nossa presença, sem nossa
interferência. Isso também é amor, principalmente a nós mesmos!
Com amor de quem está no processo, encerrando ciclos e
finalizando muitas questões.
Afinal, se o ‘velho’ não sair, não há espaço para o novo se
manifestar!
Liliana Bauermann
São Paulo, 30 de setembro de 2016.
(Através do atendimento Thetahealing é possível facilitar o processo de desapego e aceitação. Entre em contato para mais informações!)
Imagem retirada da internet.


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