segunda-feira, 17 de outubro de 2016

TUDO É POR E PARA VOCÊ MESMO



Na adolescência minha mãe nos matriculou (com bolsa) na melhor escola da cidade. E até hoje sou muito grata por isso, pois a escola era boa, ótimos professores e tenho amigos de lá até agora. (Aliás, recentemente nos encontramos depois de vários anos, e foi maravilhoso!)

E a única regra era a de não perder o ano, senão, claro, perderíamos a bolsa. E havia uma frase que minha mãe repetiu nem sei quantas vezes, e que eu tinha entendido desde a primeira vez: estudem, é para vocês que vocês estão estudando, não é para mim. Não sou eu quem vai aprender, são vocês (somos em três).

E depois de tanto tempo, hoje aplico a frase que ouvi da minha mãe para outra finalidade: vivam para vocês, façam para e por vocês seja lá o que fizerem. Pois todo o bem ou mal que fazemos, estamos na verdade fazendo a nós mesmos.

Que todos possamos deixar de fazer coisas ou escolher o que o pai/mãe falou, pelo filho/a, por algum costume ou tradição, porque é chique ou está na moda, ou todos demais fazem, ou para provar algo para alguém, vingança, ou seja lá qual for esse outro motivo.

Queremos estudar?
Queremos viajar?
Queremos mudar de casa, morar sozinho ou casar?
Queremos aprender coisas novas?
Queremos fazer atividades físicas?
Meditar?
Ter um hobby bem diferente?
Mudar de vida radicalmente?
Começar algo novo e inovador?

Que seja por e para nós mesmos. Pelo nosso bem e felicidade. A vida é muito curta e o tempo passa bem rápido para sermos quem não somos e fazer algo que não queremos ou gostamos seja lá por qual motivo.

Muitos se perdem devido à tristeza, revolta, medo, falta de ânimo e disposição, falta de esperança, insegurança, vergonha, ciúmes, inveja, vinganças e muitos outros motivos.

Agora, se formos prestar atenção e entrar na percepção, quanto do fazemos é por escolha do nosso coração, daquilo que realmente queríamos estar fazendo? E o quanto foi por outros motivos? E agora, o que nos segura em situações que não condizem mais com nosso eu atual?

Nesses tempos de transformações, que possamos entrar nessa percepção e nos permitirmos refletir em qual ou quais áreas da nossa vida não estamos satisfeitos e desejamos alguma mudança e então nos permitir mexer nisso.

Vai dar trabalho, sim, vamos sair da zona do conforto, sim, vamos ter desafios, sim, vão ter pessoas contra, com certeza, MAS estar feliz, vivendo ou fazendo algo que se curte muito e que se deseja demais vale tudo isso!

Que possamos nos ‘mexer’, nos programar, tomar coragem  e ir dando passos pequenos mas firmes na direção do que queremos.

Pode ser coisas simples, mas a cada dia, fazer uma pequena mudança.

Para começar bem devagar, vale tentar fazer coisas com a outra mão, sentar num lugar diferente à mesa, levantar pelo outro lado da cama, trocar marcas de produtos, ir num mercado ou restaurante diferente. Pra quem nunca foi, que tal ir a um restaurante vegetariano? Que tal visitar os locais para turistas da sua cidade e arredores? Estes são alguns entre tantos outros pequenos movimentos que já vão nos fazer sair da rotina automática que vivemos.

Assim, aos poucos, vamos percebendo o quanto o novo também pode ser bom. Depois podemos dar passos maiores, pois nos sentimos confortáveis em tentar coisas novas. E vamos aos poucos recobrando a confiança em nós.

Podemos dar alguns passos tortos, sim, mas e daí? Qual o problema? Basta mudar de novo o rumo, simples assim! Criança é assim: cai e levanta em seguida. Nós é que fomos ficando ‘chatos’ e quando descobrimos uma coisa boa nos apegamos e paramos de olhar para os lados e tentar coisas novas.

Que possamos nos mexer, nos abrir, mudar, ser flexíveis, maleáveis, leves e felizes por e para nós mesmos!

Com amor,

Liliana Bauermann

São Paulo, 17 de outubro de 2016.
 
Imagem retirada da internet.


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