Nestas últimas semanas recebi conforto de diversas pessoas,
muitas delas desconhecidas e sou muita grata por todo apoio e carinho que
recebi. Também ouvi muitas frases com ensinamentos.
Uma delas foi que não somos nem ensinados nem estamos preparados
para perder.
Desde pequenos somos ensinados a ganhar: ganhar presentes,
elogios, amigos, diplomas, emprego, promoção, aumento, ‘ganhar’ aquela pessoa
que queremos, é sempre ganhar, ganhar, ganhar...
E quando chega o momento da perda, aí a casa toda cai na nossa
cabeça.
Ainda entendemos uma perda como uma falta de preparo
ou fracasso nosso, como se tivéssemos um problema muito sério ou feito algo
muito ruim e errado, ou até como se fosse um castigo.
Mas na verdade não sabemos perder, nem lidar com a maioria das
perdas que temos. Nos apegamos, nos culpamos, culpamos os outros e assim
podemos ficar sofrendo por anos.
Podemos não aceitar a perda de uma amizade, a perda do emprego, perda
de um ente querido, o fim de um casamento ou relacionamento, a perda de status
ou posição social, ou seja qual tipo de perda for.
Naturalmente que todas as situações são delicadas, a questão não
é sentir a perda, a questão é o apego e a falta de aceitação que às vezes se
prolongam por longos períodos acarretando diversos desequilíbrios.
Em geral, levamos tudo para o pessoal, como se a situação fosse
para nos atingir em particular. Engano nosso.
A vida é repleta de ciclos, e estes têm seu começo, meio e fim. Tanto
pessoas quanto situações surgem nas nossas vidas para nos trazer algo em
determinado momento, usualmente um aprendizado de alma grande e depois é tempo
de seguirmos adiante.
E para seguirmos, crescermos, nos desenvolvermos mais, podemos
necessitar de outras pessoas, outro emprego ou atividade, outra moradia, outra
cidade e assim há diversas possibilidades.
E quando resistimos e nos apegamos, evitamos ou atrasamos a
altos custos encerramentos de ciclos e com isso o novo pode demorar a se
manifestar, ou pode nem vir a acontecer, pois estamos vivendo presos a
lembranças de tempos, situações ou pessoas que se foram.
Que todos nós possamos aceitar o fim de ciclos, honrar o que vivemos,
chorar a perda se for o caso, mas depois levantar e seguir nosso caminho. O novo
não entra se o velho não sair.
Sempre há novas oportunidades, novas amizades, novos amores,
novos empregos, nova casa e assim por diante.
A vida sempre se renova e pode nos surpreender positivamente,
basta abrirmos novamente a porta e permitir o novo se manifestar.
Com amor,
Liliana Bauermann
(Através do Thetahealing® pode-se facilitar o processo de
aceitação e abrir caminhos para o novo se manifestar. Entre em contato para
mais informações.)
São Paulo, 8 de fevereiro de 2017.
Imagem: pixabay

Nenhum comentário :
Postar um comentário