quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

ACEITAR UMA PERDA É RECONHECER UM FINAL DE CICLO



Nestas últimas semanas recebi conforto de diversas pessoas, muitas delas desconhecidas e sou muita grata por todo apoio e carinho que recebi. Também ouvi muitas frases com ensinamentos.

Uma delas foi que não somos nem ensinados nem estamos preparados para perder.

Desde pequenos somos ensinados a ganhar: ganhar presentes, elogios, amigos, diplomas, emprego, promoção, aumento, ‘ganhar’ aquela pessoa que queremos, é sempre ganhar, ganhar, ganhar...

E quando chega o momento da perda, aí a casa toda cai na nossa cabeça.

Ainda entendemos uma perda como uma falta de preparo ou fracasso nosso, como se tivéssemos um problema muito sério ou feito algo muito ruim e errado, ou até como se fosse um castigo.

Mas na verdade não sabemos perder, nem lidar com a maioria das perdas que temos. Nos apegamos, nos culpamos, culpamos os outros e assim podemos ficar sofrendo por anos.

Podemos não aceitar a perda de uma amizade, a perda do emprego, perda de um ente querido, o fim de um casamento ou relacionamento, a perda de status ou posição social, ou seja qual tipo de perda for.

Naturalmente que todas as situações são delicadas, a questão não é sentir a perda, a questão é o apego e a falta de aceitação que às vezes se prolongam por longos períodos acarretando diversos desequilíbrios.

Em geral, levamos tudo para o pessoal, como se a situação fosse para nos atingir em particular. Engano nosso.

A vida é repleta de ciclos, e estes têm seu começo, meio e fim. Tanto pessoas quanto situações surgem nas nossas vidas para nos trazer algo em determinado momento, usualmente um aprendizado de alma grande e depois é tempo de seguirmos adiante.

E para seguirmos, crescermos, nos desenvolvermos mais, podemos necessitar de outras pessoas, outro emprego ou atividade, outra moradia, outra cidade e assim há diversas possibilidades.

E quando resistimos e nos apegamos, evitamos ou atrasamos a altos custos encerramentos de ciclos e com isso o novo pode demorar a se manifestar, ou pode nem vir a acontecer, pois estamos vivendo presos a lembranças de tempos, situações ou pessoas que se foram.  

Que todos nós possamos aceitar o fim de ciclos, honrar o que vivemos, chorar a perda se for o caso, mas depois levantar e seguir nosso caminho. O novo não entra se o velho não sair.

Sempre há novas oportunidades, novas amizades, novos amores, novos empregos, nova casa e assim por diante.

A vida sempre se renova e pode nos surpreender positivamente, basta abrirmos novamente a porta e permitir o novo se manifestar.

Com amor,

Liliana Bauermann

(Através do Thetahealing® pode-se facilitar o processo de aceitação e abrir caminhos para o novo se manifestar. Entre em contato para mais informações.)

São Paulo, 8 de fevereiro de 2017.
Imagem: pixabay

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