Eis que finalmente vou escrever sobre algo que tenho em mente já
há um bom tempo.
Todas nós mulheres ouvimos constantemente opiniões sobre nosso
corpo, sobre estarmos ou não num relacionamento, termos ou não filhos, sobre
nossa renda, que há regras e normas e que temos que nos encaixar a elas de
qualquer modo, que devemos isso, devemos aquilo, a lista de questões é imensa e
desnecessária.
Eu atendo tanto homens, quanto mulheres, mas ultimamente nestas
últimas tenho acessado memórias profundas de dor, sofrimento, rejeição,
abandono, medo, inferioridade, submissão, dor de ter que negar a si mesma, ser
abusada, encarcerada, feito escrava, entre tantas outras similares.
Isso tudo vem de muitos e longos séculos quando tivemos nosso
poder, honra, valor e vidas desvalorizados e destituídos de muitos meios. Basta
ler sobre como foi nossas vidas ao longo de séculos.
E tudo isso está enraizado profundamente dentro de todas nós. E todas
essas memórias têm nos causado dor, sofrimento, traumas, bloqueios e limitações
até hoje.
Hoje temos desequilíbrios de todos os tipos, temos vergonha de nós,
do nosso corpo, nos achamos inferiores, menos capazes ou inteligentes, às vezes
somos subservientes sem nada questionar, temos medo de nos expressar e falar o
que pensamos ou sentimos, sem falar em muitos outros medos, e nos casos mais radicais,
há aquelas que ainda sofrem maus tratos e abuso.
Há abuso dos mais diversos tipos, não apenas o físico, mas
emocional e mental, ainda sofremos ameaças, nos prostramos e obedecemos por
medo das consequências, das quais ainda guardamos memórias dolorosas de tantos
séculos de manipulação, domínio e negação de quem somos.
O reequilíbrio de tudo se chama de ‘regaste do feminino’.
Sim, todas temos que resgatar dentro de nós nossa dignidade,
nossa honra, nosso ‘poder’ (no sentido de energia criativa e nossa vida), nossos
dons, talentos, nossa intuição e percepção, nosso amor próprio, autoestima,
nossa essência feminina mais pura e natural.
Tudo isto ainda está dentro de nós, tanto essas memórias
dolorosas, quanto nossa essência mais pura e verdadeira, junto com nossos dons
e talentos natos.
Mas as memórias dolorosas de diversas formas impedem que
possamos ser felizes em praticamente todas as áreas.
Temos problemas de relacionamento (inclusive com amigas), temos
questões no trabalho, que podem ser de aceitação ou financeiras, temos questões
familiares, com nossa aparência, entre outras. E acabamos refletindo no nosso
dia a dia a limitação que todos estes bloqueios deixaram.
E para reequilíbrio dessas energias em desarmonia, que todas
possamos buscar auxílio e orientação conforme o que sentimos que pode nos
ajudar ou fazer bem.
Atualmente há várias técnicas, terapias, tratamentos, cursos,
livros, meditação, tudo ajuda.
Somos muito mais do que podemos expressar neste momento. Temos tesouros
escondidos dentro de nós. Temos verdadeiras fontes de sabedoria encobertas por
séculos de rejeição e perseguição.
Que todas possamos dar passos firmes e constantes para podermos
liberar tudo que nos bloqueia e limita e permitir que nossa essência mais
profunda e verdadeira se manifeste de forma leve e suave.
Que todas possamos nos amar incondicionalmente exatamente como
somos. Já somos boas o suficiente e ainda assim podemos expandir e melhorar
ainda mais!
Enviando amor incondicional a todos lendo estas linhas,
Com muito amor e carinho,
Liliana Bauermann
(Tenho facilitado o equilíbrio do feminino em muitas mulheres
através da mediunidade e ThetaHealing® - entre em contato para mais
informações).
São Paulo, 13 de fevereiro de 2017.
Imagem: Pixabay


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