Este é um tema delicado, mas devemos nos permitir olhar para
isso em nós ou pessoas próximas.
Como meu pai fez a passagem no início deste ano, senti de
escrever sobre este assunto.
E também por que não raro atendo pessoas cujos entes queridos
partiram, às vezes até há muitos anos atrás e sentem a dor como se fosse hoje.
Fazer o luto e sentir a perda é natural e todos devemos nos
permitir viver a perda, permitir a tristeza e todos os demais sentimentos vir e
depois ir.
Este é um processo e pode levar mais ou menos tempo. E isto é
natural e necessário.
Porém, há casos em que algumas pessoas ficam apegadas, não
aceitam, podem ter culpa, dor, remorso e acabam por não encerrar esta fase
mesmo anos (até décadas) depois.
E isto acaba gerando vários desequilíbrios.
Algumas ficam doentes fisicamente, outras desequilibradas mental
e emocionalmente um bom tempo. Isto também pode criar questões nos relacionamentos
com outras pessoas, dificuldades financeiras, melancolia, raiva e várias áreas
da vida em desarmonia.
Que todos que passam por isso possam permitir a fluidez de todas
estas energias e sentimentos. Quem sente qualquer peso de culpa ou remorso pode
fazer uma prece sincera que esta será encaminhada. Então pedir amor incondicional
para si e para quem mais for necessário. E aí entregar, entrar na gratidão pelo
tempo que tivemos com estas pessoas e aceitar os fatos. Um dia chegamos ao
planeta e um dia todos partiremos. Faz parte.
Também faz parte liberar os entes queridos para continuar sem
nosso apego, tristeza ou inconformismo.
E que possamos viver dando valor e atenção a quem está perto de
nós hoje. Que possamos aproveitar a vida que temos. Ela é um presente sagrado
do Criador a todos nós. E deixamos de honrar nossa vida quando deixamos de
vivê-la com fluidez e alegria.
Há todos os tipos de momentos. Há momentos sim de perdas. Mas
que possamos entender que passado o luto, a vida continua.
Sem deixar para depois, amanhã ou outro dia o que podemos fazer
hoje para evitar qualquer remorso futuro.
Que hoje possamos acolher e amar a nós mesmos e a todos os
demais. Lembrando que amar de longe também vale quando por qualquer motivo não
podemos estar fisicamente perto.
Que o amor seja maior que qualquer dor e apego. E que o amor nos
faça viver bem, plenos e alegres hoje - um dia que lembramos com carinho
daqueles que seguiram a caminhada em outros planos - e todos os dias,
Que o amor incondicional envolva e acolha com muito carinho a todos
lendo estas linhas aqui e agora.
Com amor e respeito,
Liliana Bauermann
São Paulo, 2 de novembro de 2017.
Imagem: Pixabay

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