quarta-feira, 15 de novembro de 2017

ENERGIA DA COMPARAÇÃO E COMPETIÇÃO



Antes até de nascermos já somos comparados, começa no útero, se somos mais quietos, maiores, etc. Depois só continua. Parece que comparar faz parte natural da vida.

Somos comparados na nossa aparência, aptidões, padrão de vida, em tudo!

E o que isso tem trazido de bom? Só consigo pensar no quanto isto nos prejudica e limita desde a infância até o fim das nossas vidas.

Atualmente parece haver uma ‘medição’ do nosso sucesso e potencial em comparação a um ‘padrão’ estabelecido de modo muito sutil e manipulador. Mas como pode haver qualquer padrão para seres tão diferenciados e únicos quanto nós?

Somos estimulados a fazer comparações e então em qualquer área que estivermos ‘abaixo’ dos ditos padrões, começamos a competir para ganhar, ser melhor ou ter mais do que o outro.

E assim muitos vivem suas vidas inteiras se comparando, competindo, brigando, se estressando, diminuindo, sofrendo, limitando, até alguns chegarem a triste conclusão de que são inadequados, imperfeitos, inferiores, etc.

Que possamos deixar esse jogo sem sentido, e perceber que podemos nos inspirar em certas pessoas e ter nossos sonhos e ideais, mas que tudo venha do coração e não da mente que compara e quer algo só para ter ou ser mais do fulano, ou para se enquadrar nos ditos padrões.

Esse jogo pode nos levar a nos perder de nós, da nossa essência, do que realmente somos e gostamos. Pode haver uma desconexão profunda dentro de nós.

E isto leva a sérios desequilíbrios emocionais, mentais e físicos. Há como que uma ruptura interna que causa muitos danos. Haja visto tanta depressão, alienação, fuga para drogas, doenças, dor, sofrimento e muito mais.

Que possamos entender e aceitar que isto existe, mas temos a escolha de fazer diferente. Podemos olhar para nós, perceber nossos potenciais, dons e talentos particulares e inatos e usá-los! Podemos escolher ouvir nosso coração, sentir o que nos faz bem e traz alegria e seguir por este caminho.

Que também é o caminho da cooperação, do compartilhar, integrar, ensinar, dividir conhecimentos e sabedorias e todos saírem ganhando.

Com certeza isto nos fará ir na contra mão do movimento coletivo ‘padrão’, mas pode nos levar à realização de nós mesmos, pode nos trazer alegria, satisfação, paz, bem-estar, equilíbrio, e muito mais.

Que possamos ousar ser nós mesmos, ser nosso eu original, autêntico, verdadeiro. E assim criar uma realidade e um mundo com harmonia, respeito, aceitação, colaboração, justiça e paz para todos.

Com amor,

Liliana Bauermann

São Paulo, 15 de novembro de 2017.
Imagem: Pixabay

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