Antes até de nascermos já somos comparados, começa no útero, se
somos mais quietos, maiores, etc. Depois só continua. Parece que comparar faz
parte natural da vida.
Somos comparados na nossa aparência, aptidões, padrão de vida,
em tudo!
E o que isso tem trazido de bom? Só consigo pensar no quanto
isto nos prejudica e limita desde a infância até o fim das nossas vidas.
Atualmente parece haver uma ‘medição’ do nosso sucesso e potencial
em comparação a um ‘padrão’ estabelecido de modo muito sutil e manipulador. Mas
como pode haver qualquer padrão para seres tão diferenciados e únicos quanto
nós?
Somos estimulados a fazer comparações e então em qualquer área
que estivermos ‘abaixo’ dos ditos padrões, começamos a competir para ganhar,
ser melhor ou ter mais do que o outro.
E assim muitos vivem suas vidas inteiras se comparando,
competindo, brigando, se estressando, diminuindo, sofrendo, limitando, até alguns
chegarem a triste conclusão de que são inadequados, imperfeitos, inferiores,
etc.
Que possamos deixar esse jogo sem sentido, e perceber que
podemos nos inspirar em certas pessoas e ter nossos sonhos e ideais, mas que tudo
venha do coração e não da mente que compara e quer algo só para ter ou ser mais
do fulano, ou para se enquadrar nos ditos padrões.
Esse jogo pode nos levar a nos perder de nós, da nossa essência,
do que realmente somos e gostamos. Pode haver uma desconexão profunda dentro de
nós.
E isto leva a sérios desequilíbrios emocionais, mentais e
físicos. Há como que uma ruptura interna que causa muitos danos. Haja visto
tanta depressão, alienação, fuga para drogas, doenças, dor, sofrimento e muito
mais.
Que possamos entender e aceitar que isto existe, mas temos a
escolha de fazer diferente. Podemos olhar para nós, perceber nossos potenciais,
dons e talentos particulares e inatos e usá-los! Podemos escolher ouvir nosso coração, sentir
o que nos faz bem e traz alegria e seguir por este caminho.
Que também é o caminho da cooperação, do compartilhar, integrar,
ensinar, dividir conhecimentos e sabedorias e todos saírem ganhando.
Com certeza isto nos fará ir na contra mão do movimento coletivo
‘padrão’, mas pode nos levar à realização de nós mesmos, pode nos trazer
alegria, satisfação, paz, bem-estar, equilíbrio, e muito mais.
Que possamos ousar ser nós mesmos, ser nosso eu original, autêntico,
verdadeiro. E assim criar uma realidade e um mundo com harmonia, respeito,
aceitação, colaboração, justiça e paz para todos.
Com amor,
Liliana Bauermann
São Paulo, 15 de novembro de 2017.
Imagem: Pixabay

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