Quando observamos a
natureza podemos observar a mutabilidade, a inconstância, a fluidez dela.
Uma árvore é uma
árvore, mas sempre troca suas folhas, perde galhos e continua crescendo.
Uma flor começa com o
botão que desabrocha espalhando seu perfume e beleza e em seguida toda esta
beleza se desvai. Porém ela continua a dar flores, não as mesmas, mas sempre
floresce novamente.
Um rio é sempre um
rio, mas nunca é mesmo. Suas águas se misturam com outras águas, as ribanceiras
são sempre diferentes, suas margens mudam, e por fim desaparece no grandioso
mar.
E assim deveria ser
nossa vida, fluída, um eterno movimento.
Nada é para sempre.
Nem um amor,
Nem uma amizade,
Nem um relacionamento,
Nem um emprego,
Nem uma profissão,
Nem uma casa,
Nem uma situação
Nem um bem,
Nem um mal,
Mesmo que seja o mesmo
amor, a mesma amizade, o mesmo relacionamento, emprego, profissão, casa,
situação, etc., etc. estes devem estar em constante fluidez para permanecer
renovados, frescos, com vigor.
Nossos desejos de
controlar, de perder, nossos medos, inseguranças, infantilidades,
desequilíbrios, ilusões acabam por nos levar a tentar manter tudo do jeito como
inicialmente encontramos, às vezes até nós mesmos.
E isto é simplesmente impossível.
Somos a natureza, e é
da nossa natureza a mutabilidade, a transformação, a renovação, a fluidez.
Que possamos crescer
como uma árvore e permitir que galhos e folhas possam se renovar, dar flores e
permitir que as mesmas murchem para dar lugar a novas e perfumadas e continuar fluindo
como o rio que está sempre em movimento e nunca é o mesmo.
Que possamos nos renovar
e permitir que as experiências e pessoas entrem e fiquem na nossa vida, e
permitir que elas saiam, se for este o caso, sem controle nem julgamento.
Apenas permitindo a fluidez nos relacionamentos e experimentos.
Que possamos guardar tudo
de bom destes encontros e vivências sagradas e permitir que tudo que não serve
se vá.
Que possamos transformar-nos
e assim na eterna inconstância e fluidez continuarmos crescendo e espalhando
nossa beleza e perfume, independentemente da plateia ou falta desta.
Esta é nossa natureza.
Que possamos vive-la e expressá-la plenamente no aqui e agora.
Namastê
Liliana Bauermann
SP, 26 set 2013


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