Apesar da maioria já saber muito bem que nem cigarro, nem
álcool, nem drogas e nem má alimentação são inofensivos para o nosso corpo a
médio ou longo prazo, quase ninguém parece se importar muito com isso.
A não ser, claro, quando são diagnosticados com uma questão bem
grave e vão parar no hospital.
Nesta hora todos se preocupam, pedem ajuda de várias formas, se
mobilizam para a recuperação da pessoa. E tudo bem com isso.
A questão não é essa. A questão é que a maioria vai bebendo,
fumando, se drogando, se alimentando mal anos a fio, num suicídio lento
considerado absolutamente normal. Sim, a palavra é suicídio mesmo, pois todos
sabem que em mais ou menos tempo as pessoas terão problemas graves com isso.
Esses dias fui procurada por uma pessoa me pedindo para
interceder por um conhecido que estava em estado grave no hospital. Quando me
conectei para enviar energia e saber o que estava acontecendo veio a realidade
dos fatos: a pessoa nunca se cuidou, abusou da sua saúde e agora está literalmente
à beira da morte, desesperada e com medo.
Este é um caso dentro milhares, onde todos estão comovidos, pois
a pessoa é tão ‘boa’, ou é tão jovem, ou isso ou aquilo.
E há muito envolvido nisso tudo e através de alguns textos vou
abranger algumas dessas questões.
Primeiramente nunca há engano, nem injustiça, muito menos
qualquer castigo em nada disso, simplesmente há uma ação e reação.
O nosso corpo é um sistema complexo e ao mesmo tempo em que é
forte e autônomo, tem seus limites e exige cuidados.
E para quem já estuda um pouco sobre o ser humano como um todo,
sabe que o que temos no nosso sistema emocional, mental ou energético como
bloqueio, trauma, tristeza, mágoa, raiva, ódio, ressentimento ou similares em
algum momento vai se manifestar no corpo físico na forma de algum
desequilíbrio, ou seja, uma doença.
E exatamente por esse motivo que há casos em que a pessoa se
cura definitivamente e em outros não. Pois se não for tratado também o que fez
a doença se manifestar em geral a questão volta, ou aparece outra no lugar. A
pessoa que se curou normalmente aprendeu a lição e então pode viver sem a
doença.
Acontece muito também de pessoas sentirem-se mal e nenhum exame apontar
o desequilíbrio. Ou isso está no plano astral e ainda não se manifestou
totalmente no físico, ou há uma questão energética bem séria (obsessão e/ou
magia feita). E ambas devem ser imediatamente tratadas.
Percebo e entendo que os tempos são e estão difíceis para todos.
E observando, lendo e atendendo noto que o vício é uma muleta usada para
suavizar ou lidar de forma menos dolorida com questões delicadas, ou para fugir
desta realidade considerada ‘ruim’.
Mas infelizmente além de não atenuar nada relativo a isso, ainda
cria uma situação bem mais frágil e desta ninguém escapa. Não se pode pagar
ninguém para ficar doente por nós (frase de Steve Jobs).
Todos deveríamos aprender que a questão não é o que acontece,
mas sim como lidamos com tudo isso. Não temos como controlar pessoas ou
situações, mas temos toda a capacidade de aprendermos como lidar com tudo de
forma mais leve, sem tomar nada como pessoal e aprendendo a perceber as outras
opções. Sempre há opções.
Entrar nessa percepção é um grande passo. E quanto antes melhor,
pois a vida está cheia de milagres e sair de vícios ou comportamentos danosos
são possíveis.
Falo como terapeuta, falo como filha de um pai que por fumar teve
câncer de pulmão e teve parte de um retirado, trocou duas vezes a válvula
mitral, tem marca-passo, e há mais de vinte anos todos os anos é hospitalizado
(e está vivo!), e eu acompanhei tudo de perto até vir para SP (quando outra
filha assumiu), sou sobrinha de um tio que partiu na meia idade devido a questões
com álcool. Passei bons períodos dentro de hospitais, conheço muitos casos, uns
de cura, outros de passagens das pessoas e tudo isso é honrado e faz parte da
Vida, que é eterna e nos proporciona aprendizados todos os dias.
Que possamos honrar nossa Vida, nosso corpo e a oportunidade de
estarmos aqui e agora. Que possamos crescer, mas de dentro para fora, fazer
nossa Alma ser grande, bondosa, generosa, gentil e amável, primeiramente
conosco e depois com todos os demais.
Com amor,
Liliana Bauermann
São Paulo, 11 de agosto de 2016.
*Para tratamento e mais informações, entre em contato. Sou
terapeuta, thetahealer e médium.
Imagem retirada da internet


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