Um dos maiores grupos de Mestres neste planeta se encontra no
reino vegetal. A natureza na sua simplicidade, beleza e harmonia tem muito a nos
ensinar.
Com o aumento das cidades, asfalto, correria, trabalhos dentro
de áreas fechadas, fomos nos distanciando, perdendo a conexão e deixando muitos
sábios ensinamentos de lado.
Mas quando tiramos alguns momentos para observar novamente os
ciclos de vida, morte e renascimento da natureza podemos aprender muito.
A natureza é especialista em ciclos, há as estações, há o tempo
de tudo acontecer. Há a semente, o brotar, crescer, florescer, dar frutos e
então perder as folhas, secar, renascer e florescer e assim de ciclos em
ciclos.
Nós, entretanto, estamos no movimento oposto, aprendemos a
segurar tudo, deixamos de desapegar, de liberar as folhas secas dos nossos
corações e mentes. Esquecemo-nos de soltar e liberar mágoas, dores,
ressentimentos, seguramos medos, raivas, invejas, orgulho e mesquinhez.
Esquecemos também de esvaziar gavetas e armários: as casas se
acumulam de coisas que não são usadas há anos.
E de esquecimento em esquecimento, esquecemo-nos da renovação,
de deixar ir toneladas de lixo emocional de tempos e que hoje apenas ocupa
espaço e não nos deixar ser livres e leves.
Deixamos de perceber os ventos das mudanças, deixamos de
permitir a fluidez dos nossos sentimentos como as águas de um rio. Fizemos
barragens ou cobrimos os rios internos de sofrimentos.
Deixamos de ter raízes firmes nos valores atemporais de
dignidade, aceitação, respeito, confiança e outros.
Nos distanciamos da Terra enquanto consciência viva doadora de
vida, que rege os ciclos e naturalmente toda nossa existência.
Esquecemos também de manter aceso o fogo do amor nos nossos
corações. Tornamo-nos duros, frios e insensíveis até com nossas próprias questões
e vida.
Permitimos que ervas daninhas se instalassem na nossas vidas
tirando a alegria e a beleza do dia a dia.
Permitimos que poluição de todos os tipos invadisse nossas
mentes, corpos e energia.
Assim como há desmatamento, poluição e desequilíbrios fora, há
os nossos internos, tudo é uma coisa só.
E o reequilíbrio e cura de um é o reequilíbrio e cura do todo, e
vice-versa.
Uma das maneiras mais simples de começarmos o caminho de volta é
entrarmos em contato profundo com nós mesmos.
Entrar em meditação – aquietar por alguns minutos todos os dias –
e permitirmo-nos o sentir. Entrar na percepção de nós mesmos.
Podemos começar a perceber nossa respiração e ir inspirando de
forma lenta e profunda, e expirar da mesma forma. Sentindo o movimento do ar em
nós.
Podemos pisar na terra (chão /grama) e sentir a vibração da energia
através da sola dos nossos pés.
Podemos começar a sentir e permitir o ir e vir das nossas
emoções, sem segurar, tentar entender ou julgar. Simplesmente deixando fluir.
E então podemos sentir as batidas do nosso coração. Simplesmente
ouvir e perceber. E então perceber o quanto de amor há nas suas profundezas. Tal
qual lavas de um vulcão cheio de vida e força.
Tudo isso e muito mais somos nós.
E é simples e possível retomar este caminho. Basta uma escolha,
uma decisão e ir um dia e um passo de cada vez.
Com amor,
Liliana Bauermann
(O Thetahealing facilita nosso reequilíbrio em todos os níveis. Que tal experimentar?)
São Paulo, 09 de março de 2017.
Imagens: Pixabay

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